por Samuel Gueiros (*)
O governador Simão Jatene tomou partido, e tornou a sua decisão contrária ao SIM um ato político do seu grupo contra a população que reinvindicava a separação. Ao se posicionar, ele falou em nome de toda a sua base de sustentação, utilizando assim esse peso político para direcionar o resultado do plebiscito.
Portanto, ao dar uma conotação político-eleitoral ao movimento do plebiscito, é preciso uma reação tambem política a esse ato discriminatório.
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Um movimento popular em Carajás e Tapajós pode dar um troco justo e democrático.
O movimento do NÃO a Belém. Não aos candidatos de Belém nas próximas eleições. Não aos candidatos indicados pelo governador.
Votaremos nos candidatos da região realmente comprometidos com a causa emancipatória, e que possam continuar essa luta em Belém e Brasília. Os votos de Tapajós e Carajás e a exclusão de votar em qualquer candidato de Belém pode pesar de forma significativa na composição dos deputados estaduais e federais.
É de se perguntar: depois do NÃO será que algum candidato de Belém vai ter coragem de vir pedir votos no Tapajós e Carajás?
Será que a população de Tapajós e Carajás vai ter alguma motivação para votar em candidatos de Belém?
Nas próximas eleiçõe,s para deputados estaduais e federais, vamos usar o lema: Fora Belém. Olho Neles. Vote Não em candidatos de Belém. Tapajós e Carajás sempre.
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* É médico e reside em Santarém.