por Álvaro Cunha (*)
Viva é o cacete. A captação de água na cidade é feita, atualmente, em 14 poços profundos e 8 poços rasos, para uma rede de distribuição de 361 km.
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Aqui a história é outra.
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Com o projeto de ampliação, pretende-se implantar 8 novos poços, com 250 metros de profundidade, ou seja, na teoria teremos mais 316 km de rede, dobrando a capacidade de distribuição.
A população atendida pela rede de água vai escalar a casa dos 122 mil habitantes para 204 mil. Uma observação, isso até agora é só promessa, ainda não cavaram 10 cm de chão e o povo — coitadinho — sofre a falta d’água.
O secretariado de Jatene — envolvido na transa — anunciou o investimento final de R$ 110,9 milhões. E de que garimpo vai sair a grana pra bancar essa gastança?
Da União, é claro, pois Santarém não produz nada, parou no tempo desde 14 de março de 1758. Dependemos única e exclusivamente dos programas de governo. Até a farinha que comemos é “made in…”. Nossos principais produtos são coco, banana e abacaxi.
De verdade como me questiono, quem são os oligofrênicos que sonham com o estado do Tapajós? Aqui, neste link, vão alguns dados oficiais do IBGE, para que leiam o triste fim da cidade que se desconstrói pela burrice de alguns arrogantes ultrajados no poder.
Fica a pergunta, era preciso torrarem dinheiro público com audiências e sessões especiais cujo objetivo era tão-só o abastecimento de água? Isso soa tão irracional quanto culparmos o décimo andar pelo aumento de suicídios no país ou achar que Santarém tem cacife de ser a capital do Tapajós.
Ainda acho que falta de ferro na comida causa estupidez crônica!
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* Santareno, é pós-doutor em etno-antropo-linguística. Escreve regularmente neste blog.