por Álvaro Cunha (*)
Até que enfim uma notícia nova: em Santarém, a cobertura de distribuição de água passará de 57% para 95%, e as obras recomeçam em fevereiro. Viva!
Viva é o cacete. A captação de água na cidade é feita, atualmente, em 14 poços profundos e 8 poços rasos, para uma rede de distribuição de 361 km.
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Aqui a história é outra.
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Com o projeto de ampliação, pretende-se implantar 8 novos poços, com 250 metros de profundidade, ou seja, na teoria teremos mais 316 km de rede, dobrando a capacidade de distribuição.
A população atendida pela rede de água vai escalar a casa dos 122 mil habitantes para 204 mil. Uma observação, isso até agora é só promessa, ainda não cavaram 10 cm de chão e o povo — coitadinho — sofre a falta d’água.
O secretariado de Jatene — envolvido na transa — anunciou o investimento final de R$ 110,9 milhões. E de que garimpo vai sair a grana pra bancar essa gastança?
Da União, é claro, pois Santarém não produz nada, parou no tempo desde 14 de março de 1758. Dependemos única e exclusivamente dos programas de governo. Até a farinha que comemos é “made in…”. Nossos principais produtos são coco, banana e abacaxi.
De verdade como me questiono, quem são os oligofrênicos que sonham com o estado do Tapajós? Aqui, neste link, vão alguns dados oficiais do IBGE, para que leiam o triste fim da cidade que se desconstrói pela burrice de alguns arrogantes ultrajados no poder.
Fica a pergunta, era preciso torrarem dinheiro público com audiências e sessões especiais cujo objetivo era tão-só o abastecimento de água? Isso soa tão irracional quanto culparmos o décimo andar pelo aumento de suicídios no país ou achar que Santarém tem cacife de ser a capital do Tapajós.
Ainda acho que falta de ferro na comida causa estupidez crônica!
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* Santareno, é pós-doutor em etno-antropo-linguística. Escreve regularmente neste blog.
Faltou e continua a faltar ferro, e sabe-se lá quantos outros nutrientes, na comida do autor do Álvaro Cunha. Já não é a primeira vez que ele parte de premissas falsas para chegar a uma conclusão (evidentemente que errônea) ou então constrói premissas aparentemente sustentadas na realidade em função do desfecho de suas conclusões as vezes preconceituosas, e quase sempre egocêntricas.
Jeso e Jairo,
Desculpem mas a questão não é tratar como leproso quem é contra, também não somos insanos, assim como não temos essa ilusão que todos os nossos problemas acabarão, é muita imaturidade pensar desta forma.
Mas não existe dúvida que é o melhor tanto para o Pará como para quem quer a separação, o Tapajós.
O que não dá para aceitar é a voz preconceituosa e odiosa do contra. Oligofrênicos, Fafá e Cia por dinheiro?
Agora nós queremos a separaçäo somos doidos.
Abs
Ih, meu amigo, mexeu no vespeiro! Aqui em Santarém, vc é tratado como leproso se disser que é contra o estado do Tapajós. Eu sempre votarei a favor, mas a ilusão de que a demarcação de mais uma unidade da federação vai resolver todos nossos problemas estruturais não me alcança, por isso eu respeito e absorvo as opiniões contrárias, acho que elas deveriam servir como consultoria a todos os favoráveis.
Jairo, que pontaria certeira!
Concordo com você. A criação do Estado do Tapajós, pelo menos essa versão que vem sendo vendida por Maias, Reginaldos, Edvaldos, Nélios et caterva, principalmente em épocas de eleição, só serve pra “trampolizar” esses oportunistas de sempre!
Meus caros, eu não sei de onde foram retiradas premissas dos comentários acima, mas certamente elas não possuem relação com as conclusões. Preliminarmente, os autores de comentários como esse devem achar-se sujeitos intelectualmente privilegiados, pois sendo formadso em um campo restrito do conhecimento, acham-se capazes de escrever muito bem sobre tudo. In casu: política pública e política em sentido estrito.
De onde se retirou a conclusão de que noventa e oito por cento da população santarena seria oligofrênica (resultado do plebiscito para criação do Estado do Tapajós). Acho que essa conclusão parte do nada. Literalmente do nada, pois na cabeça de quem pensa assim só pode haver vácuo.
As pessoas que lutam pelo Estado do Tapajós sonham com ele justamente como modo alternativo para procura desenvolvimento regional. Esse é desejo legítimo e não é preciso esperar acumular riqueza em um lugar para buscar autonomia, fosse assim o Estado Brasileiro nem existiria, pois até hoje o Brasil é um dos países em desenvolvimento.
Há Estados no Brasil com menor renda per capita que a região do Tapajós e nem por isso se lhes cogida a perda do status político que possuem. Em termos de política pública na área do abastecimento os custos de políticas de saneamento e abastecimento de água são muitos altos e inversamente proporcionais a arrecadação do municípios e não é por outros motivos que a grande maioria dos municípios não consegue sozinha implementar abastecimento de água universalizando o serviço, por isso mesmo as metrópoles dependem em grande medida dos Estados e da União (esta a maior concentradora das fontes de receitas tributárias e não tributárias).*
Essa aliás é um defeito que deve ser corrigido no sistema federativo brasileiro e tem de entrar mais cedo ou mais tarde na agenda positiva brasileira.**
Ademais, quem disse que Santarenos estão estasiados com o anúncio de gastos maiores e promessas de maior implemento na área do abastecimento? De onde se retirou essa informação? Como base nessa conclusão, retirada sabe-se de onde, alguém vem a esse espaço e conclui o absurdo.
Talvez tenha me faltado ferro na alimentação na infância, o que está prejudicando meu raciocínio, por isso não tenha aprendido nada nas aulas de lógica e livros dessa dessa ciência lidos nas faculdades de Ciências Sociais e Direito e na pós, por isso não estou a entender o elevado e iluminado pensamento do autor desses (in)felizes cometários que correlacionam suposto contentamento da população local, falta de recursos, e baixa inteligência da pessoas locais (aliás noventa e oito por cento delas segundo o resultado plebiscitário).
Certamente a maior parte da população santarena está descontente com as promessas de melhoria não só em relação ao serviço de abastecimento de água, mas também em todas as demais áreas de políticas públicas municipais, estaduais e mesmo federais. Por isso também desejam os lutar pela criação Estado do Tapajós. Para que tenham melhor acesso aos governantes e deles possam cobrar melhorias nas áreas deficitárias.
Nem todos pensam assim, e não conseguem esconder seu preconceito e arrogância escancarando-os sob a forma de argumentos de autoridade evidentemente falaciosos.
Jonivaldo Sanches
Sociólogo especializado em Ciência Política – Analista Judiciário
Pós-graduado em Processo Penal
Santareno
*Arretche, Marta. Quem taxa e quem gasta: a barganha federativa na federação brasileira. Rev. Sociol. Polit., Jun 2005, no.24, p.69-85. ISSN 0104-4478
**Arretche, Marta. Federalismo e igualdade territorial: uma contradição em termos?. Dados, 2010, vol.53, no.3, p.587-620. ISSN 0011-5258
Caro provável Santareno pó-doutor em etno-antropo-linguistica.
Então, 98% do povo que QUER o estado do Tapajós são oligofrênicos?
A prefeitura fez a conta spondo qe nascerá mais nenhum santareno, depois que se chega ao poder se esquece de tantas coisas….