
por Sávio Carneiro, de Alter do Chão
Descaso com o dinheiro público. Esse é o sentimento que toma conta de quem vê o estado de abandono que se encontra o CAT (Centro de Atendimento ao Turista), localizado na vila balneária de Alter do Chão.
Construído com o objetivo de orientar turistas que visitam a vila balneária, o CAT é um exemplo hoje de abandono.
A rigor, a construção está se deteriorando e entregue ao vandalismo. São janelas e portas quebradas, passarela com pisos soltos e até mesmo a balsa que servia como ancoradouro está furada. Quando o rio sobre, ela fica submersa.
Mais do que o retrato do descaso, o local abandonado se firma como ninho para a bandidagem e virou potencial foco de proliferação de doenças, sem contar o perigo que a prudência recomenda não descartar: uma enorme cratera ameaçar a estrutura do centro.
Esse é mais um, entre os inúmeros exemplos, de como funciona, ou não funciona, o andamento de projetos no setor público. A Semtur (Secretaria Municipal de Turismo) está a par problema. Mas faz vista grossa. E pior: não oferece alternativas para ocupar e preservar o espaço.
Sala de aula
A escola municipal de ensino fundamental Borari já solicitou o local para utilizar como sala de aula, mas teve seu pedido negado pela secretaria. O Conselho Gestor da APA também entrou na briga para ocupar o espaço, que seria utilizado como escritório do conselho, mas ainda não obteve resposta.
O caso do CAT é emblemático e contribui para representar o que há de pior em matéria de administração pública, seja nos níveis federal, estadual ou municipal.
Vergonhosa prova concreta de desperdício de dinheiro público.
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