Alter do Chão: museu vira estacionamento

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Ex-Museu do Índio, em Alter do Chão. Foto: Sávio Carneiro
Estacionamento de hotel: destino do antigo Museu do Índio. Foto: Sávio Carneiro

por Sávio Carneiro, de Alter do Chão

A foto acima mostra o que aconteceu com o Centro de Preservação da Arte, Cultura e da Ciência Indígena (CPAI), mais conhecido como “Museu do Índio”, na vila balneária de Alter do Chão. O local vai virar estacionamento de um hotel que aqui está sendo aqui erguido.

Museu do Índio. Fachada
A fachada do finado museu

O “Museu do Índio” pertencia a um norte-americano (David Richardson), que após briga judicial com sua ex-mulher decidiu fechá-lo em 1997. Sem manutenção, o museu acabou desabando e algumas peças foram levadas. Inclusive, pelo próprio ex-proprietário, já falecido. Outras estão na posse do Governo do Pará.

O museu possuía um conjunto de obras com mais de 1.650 peças e documentos que registraram a história e cultura de pelo menos 70 nações indígenas, boa parte da Amazônia.

Serviu, por muitos anos, de referência a pesquisas escolares e de atrativo turístico para visitantes que aportavam em Santarém e visitavam Alter do Chão.

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13 Responses to Alter do Chão: museu vira estacionamento

  • Quatro anos após o encerramento do “Centro do Preservação de Arte Indigína” Eu ainda ver este museu recomendado em 2016 edição do “South American Handbook”. Ele já foi reaberto? Alguém visitou Alter do Chão recentemente? Eu pretendo visitar esta cidade em novembro deste ano.

    Four years after the closing of the “Centro do Preservação de Arte Indigína” I still see this museum recommended in The 2016 edition of the “South American Handbook”. Has it been reopened? Has anybody visited Alter do Chão recently. I plan to visit this town in November this year.

  • Todos somos testemunhas da capacidade de atrair turistas, especialmente internacionais, que o Museu do Índio tinha. O seu fechamento foi, incontestavelmente, uma perda enorme para o destino Santarem/Alter do Chão. Com o museu aberto, não tinha tempo ruim.
    Faz-se urgente que o prefeito eleito se posicione quanto à importância da atividade turística, definindo prioridades, normatizando a atividade, fortalecendo as empresas já instaladas e fazendo as ações que garantam a Santarem o lugar de destino indutor do desenvolvimento turístico regional e destino referencia em ecoturismo (conforme definição do Ministério do Turismo).
    Ariane Janér foi a consultora que elaborou o Plano de MKT Turístico para Santarém, via ABETA e com patrocínio do MTur em 2010 – que se faça valer esse plano! A atividade turistica precisa se fortalecer aqui, para que Santarém cumpra sua vocação.

  • A maioria dos navios de cruzeiro que vêm a Alter do Chão o hoje vêm por causa do Museu do Índio. O museu foi a principal atração do navio pára após a sua abertura para o negócio, e não por causa das belas praias do Tapajós. Eu estava no negócio do turismo na época e se minha memória não tem se inclinado para outras atmosferas, sugeri a criação de tal museu de David Richardson. Minha escolha do local foi que o edifício histórico em frente ao Restaurante Macote, a Casa do Barão. David tinha outras idéias. Ele era um fantantico para barcos e Alter do Chão foi sua escolha para atracar seu barco. De vez em quando eu ajudei David receber passageiros de navios no Museu e posso dizer honestamente que esses visitantes foram entralled por sua recepção no Museu e lembro-me muitos comentando que considerou o melhor museu indígena no mundo. Lembre-se, estamos falando de viajantes do mundo, incluindo muitos antropólogos de fama. Também é bom lembrar que o Museu não foi apenas apenas uma coleção de artefatos históricos indígenas, foi também commerece, um lugar onde os visitantes podiam comprar arte indígena verdadeiro e artefatos, comprado por David e sua esposa, Antonia, de associações tribais todo Brasil. Às vezes, essas vendas se confundiu com as peças de museu, depois confiscados pelo Estado do Pará. É muito ruim que um lugar, uma vez reconhecido como um dos melhores museus do mundo, virou um parking lot. Quem é culpado? Todos de nós, com certeza.

  • Se não me falha a memória, o Sr. Paulo Chaves, quando Secretário de Cultura do 1º Gov. Jatene, tombou o Museu do Ìndio. Com essa ação, criou dificuldades, não incentivou e inviabilizou a administração, deixando o proprietário desmotivado e Alter sem umas das mais expressivas atrações. Coisas dos gestores do Parazinho

  • Por mim o que deveria ser demolido é esse hotel que fica jogando esgoto no rio, o museu foi demolido porque o poder público nunca teve moral pra sustentar a pouca cultura que ainda nos resta,desse jeito Santarém vai perdendo cada vez mais a sua referencia histórica. Agora pergunto cadê nossos historiadores que deveriam estar trabalhando junto com o ministério público pra eveitar atos dessa natureza?

  • Porque o prefeitura não constrói um centro histórico municipal publico, o proprietário em quanto pessoas física ou jurídica faz o que quizer com seu espaço, aluga, vende, doa e ninguém tem que se importar com isso. A gora se fosse publico ai sim a cobra ia fumar.

    1. Pajé vc. é um bunda mole do ponto de vista cultural, num país que se preza a cultura esses principios são invioláveis, mas do meu ponto de vista cultural tu és um BM.

      1. Tombar como patrimonio historico cultural o estado tem força pra isso, nós como cidadãos comuns somos apenas usuários das coisas do estado. Se a Prefeitura quizesse, aquilo era do povo e tchau e bença.

    1. Muito bem enfatizado a sua colocação caro João, e se não tomarem providencia aquilo vai virar um motel ao ar livre ou já é.

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