Jeso Carneiro

Alcoa e Acorjuve vão virar o ano com a relação em alto nível de estremecimento

Alcoa e Acorjuve vão virar o ano com a relação em alto nível de estremecimento
Bauxita extraída pela mineradora no oeste do Pará

A relação entre a Alcoa e a Acorjuve degringolou na reta final 2019, e vai virar o ano com nível de estremecimento bem elevado.

Desde de setembro, por exemplo, a mineradora está proibida de entrar em território de Juruti Velho, para realizar ações sociais, educativas em benefícios dos moradores das comunidades na região.

 

A ordem foi dada pelo presidente da Acorjuve (Associação das Comunidades de Juruti Velho), Gerdeonor Santos, à frente da entidade desde a sua criação, em 2004.

De janeiro a setembro deste ano, a Acorjuve recebeu da Alcoa R$ 5,1 milhões por participação nos resultados da lavra de bauxita que a empresa realiza em Juruti (PA). Nos últimos 10 anos, o repasse rompeu a barreira dos R$ 60 milhões.

X do problema

O provável nó górdio desse estremecimento é a implementação, já em 2020, da Fundação Juruti Velho, a quem caberá gerir e prestar contas dos recursos repassados pela Alcoa para as 52 comunidades de Juruti Velho.

Gerdeonor teria dado um passo atrás e agora trabalha contra o TC (Termo de Compromisso) que ele próprio assinou junto com o MPF, MPPA e Alcoa, em 2015.

— LEIA também: Repasse da Alcoa para Acorjuve é bloqueado para pagar calote de R$ 320 mil

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