Elton Barros, Vanderlei Santos e Silvana Cardins são acusados de corrupção passiva. Podem pegar 16 anos de reclusão

O juiz Érico Pinheiro, da 1ª Vara da Justiça Federal em Santarém, recebeu denúncia criminal contra 3 servidores do Ibama, apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) em Santarém, sob acusação de crime de corrupção passiva.
A decisão foi proferida na última quarta-feira.
Leia também – TSE rejeita embargos de declaração e caso Alexandre Maduro é encerrado.
— ARTIGOS RELACIONADOS
- Multa-mãe: o motorista que desafiou a Pare Azul e provocou o processo do MP contra a Prefeitura de Santarém
- Guerra milionária: Justiça proíbe empresário de se aproximar de empresa em Santarém após pai idoso denunciar agressões
- Motorista tem carro atingido por árvore doente, e juiz condena Santarém a pagar prejuízo
“Existem sinais da ocorrência do tipo penal ao solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, vantagem indevida, infringindo dever funcional, na forma do art. 317 c/c §1º do CP [Código Penal], consoante capitulação requerida na denúncia”, justificou o juiz.
Na denúncia, oferecida no final de outubro, o MPF afirma que Elton Cândido da Silva Barros, Vanderlei da Silva Santos e Silvana Andreza da Silva Cardins pediam propina a empresas madeireiras para liberar a exploração florestal.
Sistema de controle
O esquema de corrupção teria sido desmontado na operação Lupa II.
Há o agravante de que a liberação ocorreu, segundo o MPF, de maneira irregular, em desobediência às normas internas de funcionamento do sistema de controle.
Isso pode aumentar a pena dos acusados, por corrupção passiva, de 12 para até 16 anos de prisão.