
Com as participações de lideranças ribeirinhas e quilombolas, pré-candidatos do partido, o PSOL realizou, no final de semana, na sede do partido em Belém, o lançamento da pré-candidatura do professor Marcelino Conti ao Senado.
“Sou um sobrevivente neste país que mata um jovem negro a cada 23 minutos”, destacou Conti em sua manifestação na abertura do evento.
Ele ressaltou que a “profunda indignação” com as desigualdades sociais e regionais e “as condições aviltantes da maioria da população do Pará”, o fez aceitar o convite do partido para apresentar sua candidatura.
“Queremos representar as vozes dos silenciados e invisibilizados para sermos uma convergência nas lutas antirracistas e na resistência, trazendo as diversidades para todos os espaços de debate e disputa”, pontuou Conti.
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Orgulho da legenda
A pré-candidata do PSOL ao governo do Pará, Araceli Lemos, falou do orgulho da legenda ter em seus quadros pessoas com a história e a trajetória do professor Marcelino Conti.
“Aqui quebramos paradigmas da velha política ao apresentar a candidatura de um negro para a disputa eleitoral, predominantemente, composta por brancos”, assinalou Araceli.
Ela lembrou que a pauta dos direitos da negritude envolve as lutas por igualdade e combate ao racismo, por meio de programas e ações afirmativas, educação, saúde, cultura e direito à memória, “porque é preciso assegurar equidade, combater o racismo estrutural, resguardar a diversidade e promover a inclusão”, pontuou a pré-candidata ao governo.
Quem é
Nascido em Volta Redonda (RJ), e residente em Oriximiná, no oeste paraense, Marcelino Conti é doutor em Sociologia e Direito, mestre em Antropologia e graduado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
É pesquisador do Laboratório de Justiça Ambiental (LAJA) e dirigente do Movimento Negro Unificado (MNU).
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