Jeso Carneiro

Justiça condena ex-prefeito a prisão por ter rasgado ata do Ibama em evento ambiental

Justiça condena ex-prefeito a prisão por ter rasgado ata do Ibama em evento ambiental, Gandor hage
Gandor Hage, ex-prefeito de Prainha

A Justiça condenou um ex-prefeito de município do oeste do Pará a pena de 2 anos de reclusão, mais multa, por ter destruído documento do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em evento público ocorrido em 2002.

A sentença, assinada no início deste mês pelo juiz federal Felipe Gontijo Lopes, da 1ª Vara Federal em Santarém, atinge Gandor Calil Hage Neto, ex-prefeito de Prainha. Cabe recurso.

Gandor teve a sua condenação a 2 anos de prisão substituída por duas penas:

— Prestação de serviço à comunidade e,

— Pagamento de 10 salários mínimos a uma instituição de caridade social.

Leia a íntegra da sentença.

O Ministério Público Federal, autor da ação penal ajuizada em 2011, acusou ainda Gandor Hage Neto de denunciação caluniosa. O juiz, porém, não acatou a acusação, absolvendo o réu por essa prática.

 

O ato de destruição de documento oficial do Ibama, por parte do ex-prefeito, aconteceu no distrito de Santa Maria de Uruará, em Prainha, no início de 2002, quando ali foi realizado um seminário para se discutir a criação da reserva extrativista Verde Para Sempre, dentro do município.

Acompanhado de diversas pessoas, “por ele aliciadas a fim de tumultuar e impedir a realização dos debates”, segundo relato do MPF, Gandor Neto em dado momento do seminário teria pedido a palavra.

Sob o pretexto de que a ata não estava reproduzindo a realidade, Gandor destruiu o livro em que estava sendo lavrada a ata da reunião, “causando grande embaraço”.

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