Do perito criminal José Elinaldo sobre o post (e comentários) Peritos do Pará iniciam paralisação de 48 horas:
Sou Perito Criminal do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, lotado em Santarém, minha querida cidade! Gostaria de poder esclarecer alguns pontos:
1 – Como foi dito, é uma paralisação de 48 horas, visando tentar sensibilizar o governo quanto a valorização do Perito Criminal e Legista. Até 2002, a Perícia era integrada à Polícia Civil e o salário desses profissionais era equiparado ao de delegado. Hoje esse salário representa em torno de 65%;
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2 – Em 2014, as demais instituições da Segurança Pública (Polícia Civil, Polícia Militar e Bombeiros) conseguiram merecidamente um reajuste até o ano de 2018, ou seja, somente o Centro de Perícias Científicas ficou de fora;
3 – A valorização da Perícia é primordial no processo criminal, à medida que fornece provas materiais, que dentro do processo investigatório irá fornecer subsídios para elucidação de eventos, livrando inocentes e permitindo que os culpados recebam suas penas.
4 – Com uma desvalorização, corre-se o risco da perícia se renegada a segundo plano, fazendo com que profissionais tenham que buscar complementação de renda em outras atividades, comprometendo assim o trabalho pericial.
5 – Os Peritos Criminais trabalham em escala de 7,5 (sete e meio) plantões de 24 horas por mês, o que equivale a 180 horas mensais. Todavia esse tempo é bem maior, pois se demanda bastante tempo na elaboração de laudos, que muito dificilmente se consegue elaborá-los nos dias de escala, uma vez que requer muitas consultas em instituições, livros e publicações científicas, além de exames laboratoriais.
6 – No que concerne a utilização de veículos, deve-se ser denunciada à Gerência do Órgão que procederá a apuração, e caso haja desvios, serão responsabilizados os responsáveis, contudo isso nada interfere no trabalho dos Peritos Criminais e Legistas.
Ao dispor.