Contraponto do acadêmico em Medicina João Alho Teixeira ao post Check-up anual dos estudantes, propõe vereador:
Em saúde coletiva, é uma medida de baixíssimo impacto em detrimento do seu alto custo. Criança sem queixa não tem necessidade de fazer exame (ora, até mesmo algumas doentes não precisam, pois as grandes patologias da infância tem diagnósticos clínicos).
Quem decidirá quais exames? Todas as crianças farão os mesmos exames? Quem irá avaliar os exames posteriormente? O aluno terá retorno garantido com médico da família ou com médico pediatra?
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Reafirmo a boa vontade do vereador na ação. Mas ela irá onerar sobremaneira o sistema sem trazer benefício concreto. Além do mais, em medicina não se trata exame, se trata paciente. E cada paciente merece um exame de acordo com a sua necessidade.
Essa situação levará um medico avaliar milhares de exames falso-positivos ou normais. Gastando dinheiro público desnecessariamente mais uma vez.
Solução mais viável é garantir acesso a atendimento aos que precisam, assim tendo também que treinar os educadores para identificar uma criança que o necessite (irritabilidade, emagrecimento e mau desempenho escolar por exemplo) e criar um serviço ambulatorial de pediatria municipal (que não existe), com proposta de segmento dessa criança, não apenas de “despachar” um exame alterado.
Enquanto à parte visual, é interessante uma jornada oftalmológica para reconhecer defeitos de acuidade visual, ou senão, se encaixa também na função do educador tirar algum aluno com dificuldade de aprendizado.