Acadêmico faz críticas a projeto de lei do PPS

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Contraponto do acadêmico em Medicina João Alho Teixeira ao post Check-up anual dos estudantes, propõe vereador:

João Alho Teixeira - Blog do JesoJá iniciei a discussão em uma rede social com o vereador – que por sinal é sempre disposto a discutir de forma construtiva.

Em saúde coletiva, é uma medida de baixíssimo impacto em detrimento do seu alto custo. Criança sem queixa não tem necessidade de fazer exame (ora, até mesmo algumas doentes não precisam, pois as grandes patologias da infância tem diagnósticos clínicos).

Quem decidirá quais exames? Todas as crianças farão os mesmos exames? Quem irá avaliar os exames posteriormente? O aluno terá retorno garantido com médico da família ou com médico pediatra?

Reafirmo a boa vontade do vereador na ação. Mas ela irá onerar sobremaneira o sistema sem trazer benefício concreto. Além do mais, em medicina não se trata exame, se trata paciente. E cada paciente merece um exame de acordo com a sua necessidade.

Essa situação levará um medico avaliar milhares de exames falso-positivos ou normais. Gastando dinheiro público desnecessariamente mais uma vez.

Solução mais viável é garantir acesso a atendimento aos que precisam, assim tendo também que treinar os educadores para identificar uma criança que o necessite (irritabilidade, emagrecimento e mau desempenho escolar por exemplo) e criar um serviço ambulatorial de pediatria municipal (que não existe), com proposta de segmento dessa criança, não apenas de “despachar” um exame alterado.

Enquanto à parte visual, é interessante uma jornada oftalmológica para reconhecer defeitos de acuidade visual, ou senão, se encaixa também na função do educador tirar algum aluno com dificuldade de aprendizado.


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13 Responses to Acadêmico faz críticas a projeto de lei do PPS

  • João,

    Quando morava em Belém e estudava em escola pública municipal, éramos obrigados a realizar exames oftalmológicos e pressão. O médico verificava se havia alguma mancha ou algo diferente notado visualmente se sim, encaminhava ao especialistas se não, estávamos liberados.

    O resultado desse trabalho era notório e de grande importância uma vez que era diagnosticado diversos problemas. Imagine uma criança sem acompanhamento dos pais, morador da periferia, sem acesso aos serviços públicos básicos, junte isso a má alimentação e então você terá um mortovivo.

    Lembro que nessa época mais da metade dos alunos da minha sala apareceram com óculos doados pelo governo, fruto dos trabalhos médicos realizados pela prefeitura. O resultado prático disso tudo foi visto no boletim escolar onde houve uma melhora significativa no rendimento escolar.

  • Vereador,

    Não esqueça nunca os princípios que devem nortear a Administração Pública, dos quais ressalto a Eficiência.

    Em termos simples, é dizer: a administração pública deve buscar sempre o cotejo custo/benefício a favor do interesse da coletividade.

    Investigue, pesquise, e, antes de descartar a sugestão do João, certifique-se se realmente ela é ou não proveitosa.

    Hoje em dia está fadado ao fracasso o política que se diminui ao (nojento) pão-e-circo. Deve seguir um embasamento, um estudo, uma análise, um rigor técnico em suas projeções e propostas.

  • Se para saúde dos estudantes cuidassem dos telhados, dos buracos da quadra de esportes, quando há, dos pregos das cadeiras, já estaria de bom tamanho

  • Uma vez que o nobre vereador Dayan está tão “preocupado” com a saúde dos estudantes da rede municipal, seria bom que ele verificasse em loco a qualidade da merenda que está sendo servida nas escolas e UMEI do município, o excesso de merenda enlatada, pois qualquer leigo já sabe o quanto os enlatados são prejudiciais à saúde humana. Prevenir é melhor do que remediar.

  • Na época de escola havia aplicação de fluor, vacinação entre outras coisa, que hoje não veja mais ja faz tempo somente as campanhas de vacinação permaneceram mais limitadas por idade.
    A iniciativa do vereador e louvável, tenho certeza que acompanhamento medico no inicio pode evitar doença como obesidade, debites entre outras.
    O sedentarismo e dos males que surgiu devida nosso rotina de hj onde as criança preferem jogar game do que brinca de queimada, então acompanhamento medico e valido.

  • Caro João Alho, sou um simples taxista e por isso meus dois filhos estudam escola pública, logo defendo o projeto do vereador Dayan, pois entendo que se colocado realmente em prática, pode resultar em benefícios para todas as famílias que como a minha, possuem filhos estudando em escola da rede municipal.

  • João Alho fico agradecido em saber que nosso projeto tenha despertado seu interesse, mesmo que de opinião oposta, mas o certo é que a saúde escolar é imprescindível e deve ser implementada em nossas escolas.
    Sou professor há 23 anos, atuando também como gestor e Técnico em Educação em diversos municípios, entre eles Santarém e Itaituba. Ao longo desses anos, percebi que muitos alunos de escolas publicas nunca tinham ido ao médico por falta de conhecimento, mas principalmente por falta de recursos.
    Nosso projeto tenta dá o mínimo de atendimento para os alunos e ao propor isso, não vejo como gasto ou oneração, no meu ponto de vista Saúde, Educação e Segurança pública são investimentos, diários e necessários, principalmente na área da saúde, onde a prevenção é sempre bem mais barato do que outros procedimentos médicos.
    Longe de ser o dono da verdade, nosso escopo é de propor projetos que ajudem a população a ter acesso à saúde e educação de qualidade e assim continuaremos a fazer.
    O Projeto de Lei vai passar por diversas comissões na Câmara até chegar ao plenário para a votação, até lá muito ainda há de se discutir e aperfeiçoar, ou até mesmo de ser rejeitado, mas estarei acompanhando e defendendo por entender que saúde não é gasto, mas investimento!

    1. Entendo seu ponto e digo que investimentos hão de serem feitos visando o não prejuízo. E aconselho que o projeto de lei vise a puericultura e atenção/ atendimento, nunca usando o exame complementar como prioridade, pois isso fere não só conceitos de gestão pública como também (e principalmente) de medicina e saúde.

      1. João Alho vc é filho da vereadora Ana Elvira Alho? Se for pergunte se ela é a favor ou contra o projeto.

        1. Irei perguntar. Mas de antemão lhe digo que minhas opnioes são independentes.

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