Contraponto do jovem João Alho Teixeira ao post Botos sem shows nacionais, da lavra de Anselmo Colares:
É salutar, ainda que doa, capitalizar os botos. Não adianta ficar a modorrenta e tribal tradição para sempre. É preciso artifício, é preciso “enxame”, é preciso rojões e magia. É natural e positiva a estrada que Tucuxi e Cor-de-Rosa estão trilhando, pois é isso que o turista quer ver: o brilho.
E tem que pagar mais pra tirar o coreógrafo, ou o dançarino do outro boto. Se um time compra um jogador para ganhar um campeonato, por qual a razão não poderíamos fazer isso aqui?!
Quanto aos shows nacionais, garanto que sem eles o Sairé perderia a “graça”, pois a juventude santarena – sim, estou me incluindo – não se interessa pela dança folclórica, mas sim pela folia. Afinal, não dá nem pra “tirar uma onda” vendo o boto conquistar a morena.