Do leitor que se assina Vívico Sênior, sobre o post Buracos, questão cultural:
Jeso,
Em Santarém, o célebre e festejado adágio popular que afirma que “O Buraco É Mais Embaixo” não tem aplicação prática. É que aqui eles estão por toda parte. Não tem jeito.
Parece até a Faixa de Gaza, quando esta foi bombardeada pelos jatos israelenses, na última revolta palestina. E com uma única diferença (e que diferença, diga-se): lá, as ruas que não foram bombardeadas, todas elas eram melhores que as nossas.
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Hoje, resignado, acredito que os buracos santarenos têm marca e registro próprios. É sim, como foi afirmado, um elemento cultural. Está arraigado em nossa cidade. Eles são nossos e ninguém tasca… São motivo de orgulho (né, Maria?).
Aliás, muitos deles têm a cara de nossos governantes. É a marca indelével de todos os prefeitos de nossa cidade. Só que eles (os prefeitos), tanto os do passado quanto a do presente, só veem os “buracos” visíveis (os das ruas e avenidas de nossa cidade, quando os veem…); os invisíveis, esses são protegidos e guardados em “sete chaves”.
São só deles. O pior de tudo é que nem as futuras administrações deles tomarão conhecimento. Preferem ignorá-los. É mais fácil gerir outros tantos. E nós, povão, de buraco em buraco vamos de cabeça baixa pensando no futuro de Santarém.
Ah! O futuro. Ele existe mesmo?!