O post Estado de choque suscitou o comentário a seguir, do leitor que se assina Ludovico Carmona:
Sem quer partidarizar ou politizar a discussão, creio que a forma como os governantes tratam a infraestura urbana de Santarém, notadamente suas vias, seja uma questão de cultura.
Já saí de Santarém há 17 anos, e aí morei por 18, e nunca vi um governante preocupado com o “estado” das ruas. A cidade tem bairros quase centenários que não vêem sequer um trator para ao menos limpar e terraplanar as ruas, imagina para asfaltar.
As ruas que ganham asfalto não são conservadas como deveriam, posto também não se ter a cultura de, antes de pavimentar, também se dotar a via de estrutura para drenar às águas pluviais, resultado: água destrói até o asfalto novo por não ter por onde escoar, e, quando não destrói, as ruas com asfalto novinho ficam só areia (nunca vi tanta areia na minha em cidade só, lembrei até dos Lençóis Maranhenses).
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Agravado à falta de drenagem nas ruas, a prefeitura, historicamente, não se preocupa com sua limpeza, quando muito, mandam passar um “vassourinha” nas ruas, e aquele monte de areia, até mesmo nas vias mais centrais ficam por lá como “atração turísitica” (acho que deve ser para os turistas, desde zona urbana, começarem a ter contato as praias, ou pelo menos com as areias).
Por que diabos não se compra veículos que fazem a varredura das areias das ruas, a exemplo de Fortaleza e Rio de Janeiro? É uma solução tão barata e simples.
Quanto aos buracos, é outra mania dos governantes de apenas tapá-los, é uma vergonha, as ruas ficam completamente cheias de ondulações, parecem as ruas de pedra do interior do Ceará, isso bem no centro da cidade, onde se recebe mensalmente milhares de visitas de turistas, que, certamente, não fossem as belezas naturais, jamais voltariam a cidade em razão da sua primeira impressão.
Tenho muita vontade de voltar pra minha cidade de coração, até posso, mas quando penso no abandono das ruas…
Jeso
Em Santarém o célebre e festejado adágio popular que afirma que “O Buraco É Mais Embaixo” não tem aplicação prática. É que aqui eles estão por toda parte. Não tem jeito. Parece até a Faixa de Gaza, quando esta foi bombardeada pelos jatos israelenses, na última revolta palestina. E com uma única diferença (e que diferença, diga-se): lá, as ruas que não foram bombardeadas, todas elas eram melhores que as nossas. Hoje, resignado, acredito que os buracos santarenos têm marca e registro próprios. É sim, como foi afirmado, um elemento cultural. Está arraigado em nossa cidade. Eles são nossos e ninguém tasca… São motivo de orgulho (Né, Maria?). Aliás, muitos deles têm a cara de nossos governantes. É a marca indelével de todos os prefeitos de nossa cidade. Só que eles (os prefeitos), tanto os do passado quanto a do presente, só veem os “buracos” visíveis (os das ruas e avenidas de nossa cidade, quando os veem…); os invisíveis, esses são protegidos e guardados em “sete chaves”. São só deles. O pior de tudo é que nem as futuras administrações deles tomarão conhecimento. Preferem ignorá-los. É mais fácil gerir outros tantos. E nós, povão, de buraco e buraco vamos de cabeça baixa pensando no futuro de Santarém. Ah! O futuro. Ele existe mesmo?!
Vivico Sênior
A discussão tava boa até aparecer um cidadão pra dizer, em Santarém, nada dá certo por causa dos ambientalistas! Em que vc fundamenta sua assertiva? A cidade de Santarém não sente o cheiro do desenvolvimento porque sempre, frise-se, sempre teve gestores despreparados para administrar a coisa pública. Até os que pareciam melhores preparados decepcionaram. Vide o caso da Promotora de Justiça, conhecedora dos princípios que regem a Administração Pública.
Corrigindo e complementando o texto Jeso….
Realmente… pode até ser que em Santarém muita coisa não dê certo por questões ambientalistas RADICAIS.
Mas nunca, jamais, em hipótese alguma devemos nos esquecer e primar pela parte técnica,
e isso só se consegue com qualificação dos profissionais que trabalham em nossa região.
Santarém possui uma qualidade que existe em poucos lugares do mundo… que é o amor à terra pelos seus nativos (no bom sentido da palavra), então… devemos nos qualificar cada vez mais, aproveitar esse sentimento pelo lado positivo, fugir dessas acaloradas discussões que têm em seu âmago …. o RADICALISMO, que ocorre muito por aqui principalmente na área ambiental… e dá a resposta através de trabalhos e serviços que primem pela QUALIDADE TÉCNICA.
Não vislumbro outra sáida!!!!!!
Que discussão boba essa, as ruas intrafegáveis e esburacadas de Santarém são derivadas da INCOMPETÊNCIA dos gestores públicos, só isso.
Comprem canoas, os rios não tem buracos…ainda.
santarém vai ser sempre uma cidadezinha no meio da amazônia em que nada da certo porque ambientalistas não deixam