Sindicalista, Sebastião Dantas faz contraponto ao post Ilegalidade ratificada pelo TJ:
Prezado Jeso Carneiro,
Estou sabendo dessa decisão pelo seu blog. Infelizmente essa informação não chegou ao conhecimento da Comissão de Negociação e nem do Comando de Greve. Portanto, esse não foi um dos motivos para o fim da paralisação.
Os verdadeiros motivos para o fim do movimento foram principalmente a constatação junto ao Tribunal de Contas dos Municípios – TCM, de que a Prefeitura de Santarém está gastando com pessoal o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece um limte de 54% e hoje o municipio está com 57%. Isso se deve principalmente ao alto número de temporários na gestão municipal.
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Outro motivo foi o fato de que nosso movimento atingiu parcialmente seu objetivo. Nesse ano, conseguimos 10,5% de reajuste salarial o que ficou 3,5% acima do INPC. Nos dois últimos anos, o aumento acima do INPC foi de 1,7%, ou seja, ganhamos em um ano mais que o dobro dos dois últimos e isso só foi possível em função do nosso movimento.
Por último, saímos da greve como iniciamos, fortalecidos. Pela primeira vez na história de Santarém os professores municipais não se intimidaram com as estratégias de intimidação do governo municipal. Em outros momentos, uma decisão judicial seria motivo suficiente para todos retornarem para as escolas e nesse ano foi diferente. Soubemos o momento de iniciar e encerrar a greve.
Para finalizar, gostaria de deixar bem claro que o movimento de greve nunca teve nenhum motivo político partidário contra o governo municipal, mas foi e será fundamentalmente a favor da educação, pois entendemos que luta será permanente seja o governo A, B ou C que esteja à frente da gestão municipal.
Parabéns a todos os professores municipais!
Abraços!