Jeso Carneiro

Pacus e infância em Aveiro

Do escrivão da Polícia Civil Hitamar Santos, sobre a foto de ontem (19) do Olhar do leitor:

Esses pacus me fazem lembrar da minha querida Aveiro e do meu tempo de infância por lá. Quantas e quantas vezes ficava esperando, sentado debaixo da mangueira defronte da casa da Dona Nenê Sá, os pescadores atravessar o rio Tapajós para comprar uma ‘cambada’ para o jantar.

Nossos amadores ‘profissionais’ pescadores da época eram o ‘seu Arinos’ e ‘seu Jovelino’, que moravam na rua da frente (hoje avenida Humberto Frazão).

Olha, sem esquecer que o tempo em que ficava esperando os pescadores, logicamente estava apreciando as gostosas mangas já caídas, porque a Dona Nenê Sá não permitia, de jeito algum, alguém jogar pedras ou paus em sua mangueira.

Aliás, minha mãe sempre fazia, como hoje ainda faz, os pacus cozidos (no caldo branco) somente no cheiro verde (cebolinha, chicória e alfavaca).

Oh! tempo bom. Saudades.

Márcio, obrigado pela foto que me fez recordar.

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