Jeso Carneiro

Rai-Fran histórico

De Pedro Maia, de Belém, sobre o post Guardiões do Leão:

Jeso e Helvécio,

Eu era moleque ali na S.Sebastião e não perdia nem treino do Leão. Quanta saudade daquele tempo quando se jogava por amor a camisa. A propósito do que disse o Helvécio, lembrei-me de um jogo histórico, por ocasião da semana da Pátria, envolvendo os Colégios D.Amando e Álvaro Adolfo.

Jogo no Elinaldo Barbosa. Realmente o Álvaro Adolfo era praticamente o Leão e o Dom Amando mesclava jogadores do S.Raimundo, América, S.Francisco, Flamengo, Norte. Nesse torneio ficaram para a decisão: D.Amando e Álvaro Adolfo. Tempo normal 0 x 0. Prorrogação: 0 x 0. Pênaltis. Pelo Álvaro Adolfo, o batedor era o Da Silva, Camisa 10 do Leão. Pelo Dom Amando, o Bosco, camisa 10 do Pantera, filho do mestre Balão.

Goleiros: pelo Álvaro Adolfo: Galo, Carlito, grande goleiro do S.Francisco. Pelo D.Amando: Genésio,outro grande goleiro do S.Raimundo.

Naquela época era permitido um batedor para quantos pênaltis fossem necessários. Batia-se 3 pênaltis cada. E assim foi. Uma vez batia o Da Silva, outra o Bosco. Ninguém errava. Bola de um lado, goleiro do outro. O tempo passando e nada de errarem.

Como estava ficando escuro e ninguém desperdiçava, foi acordado que o vencedor seria conhecido através de sorteio. Deu Álvaro Adolfo. Festa da torcida do colégio mais popular da cidade.

Assim testemunhei um dos grandes duelos de dois craques do futebol santareno de antanho. Dois goleiros excepcionais, mas que tinham pela frente dois batedores formidáveis.

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