Jeso Carneiro

Santarém no degrau de baixo

O post Indicação de Maia bate na trave suscitou o comentário abaixo, do sociólogo Tiberio Alloggio:

A coligação que venceu as eleições estaduais foi formada por PSDB, DEM e PPS. Com o apoio “por fora” do PMDB.

Jatene venceu (entre outras coisas) graça a “aliança informal” entre PSDB e PMDB que, juntos, lhes garantem a “governabilidade”, inclusive na ALEPA.

Portanto, são esses os critérios políticos que definem a composição de governo, e as agremiações regionais estão submissas a essa lógica.

Por isso, o PMDB, pelo peso de sua bancada estadual, abocanhou uma boa fatia do governo Jatene. Mas pelo fato do PMDB na região de Santarém ser um partido auxiliar e politicamente pouco expressivo no plano Estadual não emplacou ninguém daqui.

O PSDB é um partido do Grão Pará (Belém e seu entorno), lógico que na escalação do time titular o governador escolhesse os “primeiros da fila”.

Em Santarém, com todo o respeito ao deputado Alexandre Von, o PSDB tem peso político relativo. Inclusive, sem o apoio político do deputado Lira Maia teria dificuldade a se manter em evidencia. Ademais, parte de seus integrantes estão lotados e/ou infiltrados em “outras agremiações” (veja o caso do PAJU).

O PPS é um “partidinho” com pouca representatividade no Estado, ainda menos em Santarém, lógico que seu chefe (Jordy) também privilegiasse os “primeiros da fila”.

O DEM é um partido em processo de extinção, e no Estado está esfacelado. Pouco contribuiu para a vitória do governador. Por isso, mesmo tendo um eleitorado significativo em Santarém (Lira Maia), o peso na composição do governo estadual do DEM é pequeno.

Enfim, se olharmos as coisas do ponto de vista “político”, veremos que não há nenhuma surpresa “regional” na composição do Governo do Estado.

Portanto, não adianta recriminar. Santarém terá que se conformar com os “degrau de baixo” da escadaria desse governo.

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