Jeso Carneiro

Mulheres são maioria no jornalismo: 64%

Divulgados, oficialmente no último dia 4, os dados da pesquisa “Quem é o jornalista brasileiro? – Perfil da profissão no país”.

A pesquisa é um projeto do Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho, da Universidade Federal de Santa Catarina (TMT/UFSC) em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e com apoio do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e da Associação Brasileira de Pesquisadores do Jornalismo (SBPJor).

Foi a primeira vez que se realizou uma pesquisa com jornalistas baseada num estudo prévio das dimensões da categoria – aproximadamente 145 mil profissionais – e com amostragem de todas as regiões do país.

O trabalho durou dois anos e foi bancado, em princípio, com recursos do próprio Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da UFSC, que abriga o TMT e, em sua fase final, também contou com apoio financeiro da Federação Nacional dos Jornalistas.

Essse trabalho foi coordenado pelos professores Jacques Mick (coord. geral), Samuel Pantoja Lima (da Universidade de Brasília, cedido ao Departamento de Jornalismo da UFSC) e Alexandre Bergamo (UFSC).

O relatório será publicado no livro “Perfil do jornalista brasileiro – Características demográficas, políticas e do trabalho jornalístico em 2012”, em impressão pela Insular (Florianópolis). O livro deverá ser lançado no Colóquio Mudanças Estruturais do Jornalismo (MEJOR 2013), em maio, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Os resultados se baseiam em respostas de 2.731 jornalistas, de todas as unidades da federação e também dos exterior, a um questionário online. Com margem de erro inferior a 2%, foi desenvolvida com a participação voluntária dos profissionais.

Cerca de 5 mil jornalistas responderam a enquete online (survey online). Após o saneamento dos dados e as ponderações das representações estaduais (das 27 UFs), chegamos a esse número final de respostas validadas.

Entre as características demográficas da categoria, o relatório aponta significativa expansão na presença feminina no fazer jornalístico. Segundo os dados da pesquisa, hoje há mais mulheres (64%) do que homens atuando no mercado de trabalho. Apesar disso, os homens ocupam predominante os cargos de chefia.

Quase a íntegra dos jornalistas que atuam no Brasil têm formação superior (98%), segundo os dados. Desses 91,7% têm graduação em Jornalismo. Dos graduados, 61,2% são formados no ensino privado e 40,4% deles têm curso de pós-graduação. Foram identificados 317 cursos de Jornalismo no país.

De acordo com o levantamento, 59,9% dos jornalistas recebem até cinco salários mínimos. O índice de desemprego observado na categoria coincide com a taxa no país, que fechou o ano de 2012 com 5,5%. A cada 4 jornalistas, 1 está filiado a sindicato, ou seja 24,2% são associados a entidades sindicais.

Dos jornalistas, 55% atuam em mídia (veículos de comunicação, produtoras de conteúdo etc.), 40% atuam fora da mídia, em atividades de assessoria de imprensa ou comunicação ou outras ações que utilizam conhecimento jornalístico, e 5% trabalham predominantemente como professores.

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