
Em meio às polêmicas sobre o currículo do novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, o Palácio do Planalto adiou a cerimônia de posse, prevista para amanhã (30). Na agenda oficial da pasta, não consta qualquer compromisso oficial na data, segundo revela o site Metrópoles.
Ao site, o Planalto afirmou que ainda não havia confirmado a realização do evento e que, até agora, “não há previsão para essa cerimônia”.
Desde sexta-feira (26), um dia após o anúncio de que Decotelli substituiria Abraham Weintraub no ministério, duas instituições de ensino questionaram títulos que ele havia listado no próprio currículo.
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Embora o novo titular da pasta ainda não tenha tomado posse, a nomeação dele já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), na quinta-feira (25).
Inicialmente, o reitor da Universidade de Rosário, Franco Bartolacci, foi ao Twitter questionar a inclusão do título de doutor indicado por Decotelli.
Nos vemos en la necesidad de aclarar que Carlos Alberto Decotelli da Silva no ha obtenido en @unroficial la titulación de Doctor que se menciona en esta comunicación. https://t.co/s4cipmc7Ur
— Franco Bartolacci (@fbartolacci) June 26, 2020
Na sequência, o Ministério da Educação divulgou um certificado que atestava a conclusão de todos os créditos do doutorado de Decotelli em administração, mas não provava que ele havia defendido a tese — sem cumprir essa etapa, o título não é concedido.
A contestação de Bartolacci levou o novo ministro a alterar seu currículo Lattes e fazer a ressalva de que não houve, de fato, defesa de tese.
Nenhum título
Nesta segunda-feira (29), foi a vez de o título de pós-doutor que constava na lista de qualificações de Decotelli ser contestado. Segundo a Universidade de Wüppertal, ele não obteve “nenhum título” na instituição.
Além das notas das universidades, causou polêmica a constatação de que trechos da dissertação de mestrado de Decotelli continham partes semelhantes a de trabalhos publicados em anos anteriores por outros autores.
Por causa das notícias sobre o caso, a Fundação Getulio Vargas (FGV), onde ele fez o mestrado, informou em nota que vai “apurar os fatos referentes à denúncia de plágio na dissertação do ministro Carlos Alberto Decotelli”.
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