
Preso ontem, 18, na sexta fase da operação Perfuga, denominada, Placitum, o vereador Mano Dadai (PRTB) cumpre prisão preventiva, por ordem do juiz Alexandre Rizzi, da 1ª Vara Criminal de Santarém.
Patrícia Gonçalves, ex-esposa do parlamentar, também está presa.
A prisão dos dois é, ainda, o tema político de hoje. O portal Jeso Carneiro se debruçou sobre o processo que resultou nessa nova fase da Perfuga, e selecionou 9 curiosidades.
Leia-as abaixo:
— ARTIGOS RELACIONADOS
1. Os crimes cometidos
Mano Dadai e Patrícia Gonçalves são acusados pela prática de crimes, em “continuidade delitiva”, de peculato, associação criminosa e inserção de dados falsos, para segundo a polícia e o MP, justificar o recebimento de salário sem contraprestação do serviço à Câmara de Vereadores de Santarém, “motivados pelo firme propósito de atender interesses políticos partidário”.
2. Prejuízo aos cofres públicos
Dadai e Patrícia receberam irregularmente 14 salários da Câmara, totalizando 55 mil reais em prejuízo aos cofres públicos durante o período de novembro de 2015 a dezembro de 2016. Na época, Reginaldo Campos estava na presidência da Câmara de Vereadores (2015-2016).
3. O por quê da prisão preventiva
A prisão preventiva (sem prazo definido para terminar) ocorreu por causa, principalmente, do vereador Mano Dadai. Por conta da possibilidade dele, no cargo, poder utilizar sua influência para cooptar testemunhas ou manipular documentos em poder e/ou em depósito na Câmara de Vereadores de Santarém.
4. A justifica da prisão, segundo o juiz
Assim o juiz Alexandre Rizzi, da 1ª Vara Criminal de Santarém, justificou a sua decisão de decretar a prisão preventiva dos 2 acusados: “É legítimo o decreto preventivo [prisão] fundamentado na necessidade de se garantir a ordem pública, não somente em razão da gravidade dos fatos investigados, o modus operandi da conduta arquitetada e supostamente perpetrada pelos agentes [Mano Dadai e Patrícia Gonçaves], mas sobretudo para assegurar a colheita de provas, sendo evidente a necessidade de mantê-los segregados, especialmente diante de sua organização e modo de agir, bem como pelo fato de um dos acusados ocupar o cargo de vereador na Câmara Municipal de Santarém.”
5. Sem algemas
O juiz Alexandre Rizzi vetou o uso de algemas na prisão de Dadai e Patrícia, fosse no momento da prisão ou no transporte dos acusados até o presídio Sílvio Hall de Moura (Cucurunã). Mas frisou que, se fosse para garantir a segurança do casal, as algemas estariam liberadas.
6. Alvo domiciliar: celulares
O principal alvo da busca e apreensão na residência de Dadai e Patrícia era os celulares deles. Os policiais também caçaram dinheiro e documentos.
7. Sigilo telefônico quebrado
O casal teve a quebra do sigilo de dados telefônicos quebrados por ordem judicial, sendo autorizado o acesso, visualização e consequente degravação de chamadas, vídeos, mensagens e aplicativos, tais como WhatsApp, SMS, Telegram, Facebook, Instagram, dados de ligação telefônica, agenda etc.
8. A senha
Com relação ao pedido de fornecimento de senha dos celulares dos acusados, solicitado pela polícia e MP, o juiz disse “não” à solicitação. “[Dadai e Patrícia] não são obrigados a produzir provas contra si, a não ser que espontaneamente forneçam tais dados”, justificou o magistrado.
9. Bloqueio 2
Alexandre Rizzi também determinou o bloqueio bancário dos denunciados – contas e investimentos, assim como o bloquei dos automóveis em nome de Dadai e Patrícia.
Leia também:
Juiz autoriza chefe da Perfuga a trabalhar em projeto social da Polícia Militar