
O advogado Wilson Gonçalves Lisboa, preso pela segunda vez há 26 dias no âmbito da operação Perfuga, continuará em cela especial no quartel do Corpo de Bombeiros, em Santarém, por ordem da Justiça.
A decisão é do juiz Rômulo Nogueira de Brito, da 2ª Vara Criminal, ao indeferir o pedido feito pela defesa de Lisboa de revogação de sua prisão preventiva, decretada no início deste mês – dia 4.
Em seu parecer, o Ministério Público do Pará também se manifestou pela manutenção da preventiva.
A defesa de Wilson Lisboa alegou “desnecessidade da prisão preventiva”, “ausência de fundamentos para a prisão” e pediu a “substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar”.
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Solicitou ainda a soltura do advogado pelo fato dele sofrer de claustrofobia (medo de lugares fechados ou apertados), além de transtorno de adaptação e ansiedade, conforme laudo médico anexado nos autos do processo.
Para o MP, a manutenção da preventiva do advogado se faz necessária por conta “do papel central” que Wilson Lisboa assumiu no esquema criminoso, “quer seja para alteração de documentos oficiais, orientando testemunhas em seus depoimentos”, no decorrer na primeira fase da Perfuga, como ainda “através de contatos com pessoas influentes para tentar fazer cessar as investigações”, durante a segunda parte da operação.
PERFUGA, O QUE É
No vídeo abaixo de apenas 1 minuto saiba quais os objetivos da operação Perfuga