por Edilberto Sena
1.
2. Já pelo ano 1980, a Tecejuta estava em declínio e os donos atrasaram o pagamento dos funcionários por vários meses. O sindicato dos trabalhadores, liderado então pelo jovem Mário Feitosa [ex-vereador], enfrentou o patrão com uma greve que lhe custou caro. O patrão o afastou do trabalho, sem pagar-lhe salário por mais tempo ainda até que num acordo forjado, em cima do desespero de sustentação familiar, levou o jovem lider sindical a aceitar um acordo com o patrão. Ele foi indenizado, mas teve que romper com sua luta sindical e desde lá mudou de partido político, passando a dançar conforme a música do PMDB de então. Anos depois, o antigo líder lutador deixou a vida política e o movimento sindical de maneira triste.
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3. O mais triste é hoje o sepultamento da Tecejuta. O prédio em decadência está sendo negociado para ser transformado em porto, ou coisa parecida. Ali, de frente para o encontro das águas, daria um belo Centro Cultural de Santarém, com dinheiro do Estado (sei que o secretário de cultura do Pará tem plano de construir um Centro Cultural na cidade). Ali seria um local mais bem aproveitado do que uma empresa construir mais um porto. Bastaria que a Prefeitura de Santarém tivesse visão de futuro e desapropriasse o terreno e oferecesse ao Estado. Por que não? Seria uma boa maneira de honrar a destruída TECEJUTA de saudosa memória.
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