por Onizes Araújo (*)

A lembrança que tenho da Tecejuta vem dos anos 50, época em que fui aluno do Dom Amando, mais precisamente a partir de 1954 quando fiz exame de admissão para o curso ginasial, uma espécie de vestibulinho na época.
Recordo que ficava no bairro da Prainha, bem às margens do rio e, mesmo com meus 11 anos, consegui manter na memória o nome de Kotaro Tuji, um japonês que chegara a Santarém, vindo de Vila Amazônia, Parintins, no Amazonas. Aliás, haviam vários filhos de japoneses que vinham de Vila Amazônia para estudar no Dom Amando, considerado e tido como estabelecimento de excelência em ensino.
Com o tempo, sabia-se que a atividade da Tecejuta era a industrialização da juta originária da India, pois havia semelhança de solo, o que facilitava a aclimatação na Amazônia, e Santarém era o ponto/porto ideal para embarque do produto final.
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Enfim, a Tecejuta foi durante muitos anos uma indústria grandiosa para os padrões econômicos da época e um orgulho para Santarém, fruto do pioneirismo de Kotaro Tuji.
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