Jeso Carneiro

Mais veículos na rota do contrabando

Arte: Marcus Vinícius/Gazeta de Santarém
Rota do contrabando - Arte: Marcus Vinícius/Gazeta de Santarém

Com o final de ano e a consequente injeção no mercado do 13º salário, a movimentação na rota do contrabando de mercadorias de Manaus (AM) e Macapá (AP) para Santarém se intensificou ainda mais.

Pior para as empresas idôneas instaladas no município, que lutam com dificuldades para manter a sobrevida em face dessa concorrência desleal.

O modus operandi é de conhecimento de todos, inclusive dos órgãos públicos responsáveis por coibir esse negócio ilegal.

Um empresário santareno, contactado pelo blog, descreve como os contrabandistas agem.

Com caminhões e carretas abarrotadas de mercadorias, notadamente óleo de cozinha e cerveja, oriundas de Manaus e Macapá, que gozam de privilégios tributários, eles desembarcam os produtos na cidade Monte Alegre, e de lá iniciam a desova em Santarém, através de portos clandestinos.

Para driblar a fiscalização, o desembarque da carga contrabandeada é feito normalmente de madrugada e nos finais de semana. Daqui, as mercadorias também são levadas para os municípios vizinhos.

Como essa rota já tem um fluxo de veículos muito elevado, já se criou uma outra, que utiliza a BR-230 (Transamazônica), com saída de Manaus e chegada em Itaituba.

– A zona de livre comércio já existe em Santarém, mas ela é injusta, pois beneficia apenas os contrabandistas, que não temem as autoridades, causando enormes prejuízos às empresas que trabalham legalmente – denuncia ao blog ao empresário, que por temer represálias, pediu para não ser identificado.

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