
Contraponto ao artigo A linguiça acaba de comer o cachorro. Por Paulo Cidmil feito pelo acadêmico (Academia Alenquerense de Letras) Silvan Cardoso, também articulista do JC:
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Focando na questão histórica, acho engraçado, porque os nativos falavam, mas não escreviam. Eles não tinham dicionários prontos ou papéis grafados. Atribuir escritas a eles não seria o correto. Ou seria? Algum estudioso em linguística poderia me corrigir?
E o “Ç” foi uma criação europeia, especificamente na língua espanhola. “Cedilha” vem de “zedilha”, ou seja, “z pequeno”. Só reparar no formato do sinal. Com o passar do tempo, o “ç” sumiu do espanhol e ficou no português.
A introdução do “Ç” em forma inicial na língua tupi se deve a um naturalista, chamado Barbosa Rodrigues, que a introduziu no final do século XIX, ou seja, e volto a dizer, foi criação da Europa!
Leio bastante o padre Sidney Canto, em quem me baseio sobre o assunto. Vejo, na minha opinião, acompanhando alguns estudiosos, a palavra “Çairé” mais como marketing.
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