
O que começou como uma viagem de férias em família ganhou um propósito a mais nas mãos da advogada Vitória Nicaretta. Especializada em organização e proteção de patrimônios, e assessora jurídica de empresários de peso em Santarém (PA), ela decidiu aproveitar a estadia no exterior para observar, com olhos de profissional, como outros países lidam com dinheiro, regras e investimentos.
A ideia surgiu naturalmente. Ao planejar a viagem, Nicaretta percebeu que a experiência fora do Brasil poderia ir além do descanso. Passou a incluir na programação uma escuta atenta ao funcionamento da economia local — como as leis são aplicadas, como os negócios se estruturam e como o ambiente trata quem investe.
“O objetivo é entender, na prática, como as regras funcionam, como o ambiente responde ao capital e como as decisões são tomadas em países onde a economia é mais estável e previsível”, explica a advogada.
Proteção do patrimônio em moeda forte
Um dos temas que ganhou espaço nas reflexões da viagem é o que especialistas chamam de dolarização do patrimônio — estratégia que consiste em manter parte do que se tem vinculado a moedas fortes, como o dólar americano, como forma de proteger o valor dos bens ao longo do tempo.
Vitória Nicaretta, porém, alerta para um erro comum: achar que o processo é simples. “Não se trata apenas de transferir recursos para fora do país. Dolarizar exige uma estrutura bem montada, análise de impostos, entendimento das regras de herança e atenção a todas as exigências legais”, afirma.
Para a advogada, esse tipo de imersão prática — vivenciar outro mercado, observar como ele funciona no dia a dia — é um complemento valioso ao trabalho técnico que realiza no Brasil. A viagem, assim, deixa de ser apenas uma pausa e passa a alimentar diretamente o repertório que ela leva de volta aos seus clientes.
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