
Em uma conversa franca com o jornalista Jeso Carneiro, na TV JC, Marcos Meireles — ativista nascido em Monte Alegre (PA) com forte atuação nas redes sociais — fez um balanço crítico da gestão atual do prefeito Júnior Hage (PP).
Para Meireles, falta planejamento estratégico à gestão municipal, que tem se pautado por ações pontuais e um relacionamento conflituoso com os servidores públicos, especialmente após a retirada de direitos históricos da categoria.
Críticas à relação com servidores
O ativista reconhece a capacidade de articulação política do prefeito Júnior Hage, ex-deputado estadual, mas ressalta que a eficiência nas redes sociais não substitui a boa gestão técnica. “A gestão pública não se resume a apagar o fogo naquele momento; tem que ter planejamento”, afirmou à TV JC.
Marcos Meireles destacou o clima de tensão entre o governo e os servidores municipais. Segundo ele, houve um retrocesso significativo em conquistas de anos, afetando diretamente a dignidade dos profissionais.
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“Foram direitos que foram retirados… conquistas de anos que foram simplesmente descartadas pela gestão atual. Infelizmente, hoje observamos professores em depressão, com ansiedade e em dívidas”.
Assista também as entrevistas à TV JC de:
● Nastia Irina, médica e sindicalista.
● Arlene Dias, professora, advogada e psicóloga.
● JK do Povão, político e candidato à Alepa.
● João Carlos Miranda, produtor cultural e ator.
Independência do Legislativo
Outro ponto central da entrevista foi a atuação da Câmara de Vereadores de Monte Alegre. Meireles criticou o que chama de “submissão” dos vereadores ao Poder Executivo, apontando que a fiscalização — papel principal do legislativo — tem sido negligenciada em troca de interesses eleitorais.
Por outro lado, ele elogiou a mobilização da sociedade civil organizada. Para o ativista, o povo de Monte Alegre é “inteligente e acordado”, suprindo a lacuna deixada pelos parlamentares ao levar denúncias diretamente aos órgãos de controle, como o Ministério Público.
Denúncia de abuso policial
Meireles também comentou a repercussão de um vídeo divulgado em suas redes mostrando uma abordagem policial violenta em Monte Alegre. Ele esclareceu que sua crítica não é à instituição, mas ao excesso cometido:
“A partir do momento que o cara está algemado, está sob a custódia do Estado… o policial bater a cabeça do cara contra a viatura, pelo amor de Deus!”.
Sobre o futuro político, o ativista confirmou que pretende colocar seu nome à disposição novamente em pleitos futuros, defendendo uma renovação que fuja da polarização extrema e foque no desenvolvimento sustentável e na valorização do trabalhador.
Assista à entrevista completa abaixo:
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