Jeso Carneiro

Adiar as eleições de 2020 por causa do coronavírus depende do Congresso, diz TSE

Adiar as eleições de 2020 por causa do coronavírus depende do Congresso, diz TSE
Sede do TSE em Brasília

 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso defendeu neste domingo (22) que a decisão de adiar as eleições municipais previstas para outubro deste ano cabe ao Congresso Nacional, informa o site Poder360.

A nota de Barroso (leia a íntegra no fim deste post) foi divulgada depois da proposta do ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) de adiar o pleito por causa da pandemia de coronavírus.

De acordo com Barroso – que assumirá o comando do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em maio – a realização de eleições periódicas é 1 rito vital para a democracia.

Avanço do coronavírus

 “Se o adiamento vier a ocorrer, penso que ele deva ser apenas pelo prazo necessário e inevitável para que as eleições sejam realizadas com segurança para a população”, disse.

A discussão sobre o adiamento das eleições é real e já vem acontecendo. O avanço do coronavírus deixou em alerta advogados e ministros do (TSE) Tribunal Superior Eleitoral.

Oficialmente a Secretaria Geral da Corte informou que “até o momento”, o cronograma estava mantido. Nos bastidores, entretanto, ministros já consideram que a Corte precisa estar preparada para eventuais mudanças de prazos ou normas.

 

As convenções partidárias, por exemplo, estão marcadas para o período de 20 de julho a 5 de agosto. Barroso inicialmente se mostrou contrário a qualquer mudança nos prazos. “Isso não está em cogitação”, disse ao Poder360, no começo desta semana.

Eis a íntegra da nota do ministro deste domingo:

1. A saúde pública é o bem supremo a ser preservado no país. Tudo o que possa impactá-la deve ser adequadamente avaliado.

2. A Constituição prevê a realização de eleições no 1º domingo de outubro. A alteração dessa data depende de emenda constitucional. Portanto, não cabe a mim, como futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral, cogitar nada diferente nesse momento.

3. É papel do Congresso Nacional deliberar acerca da necessidade de adiamento, inclusive decidindo sobre o momento adequado de fazer essa definição. Se o Poder Legislativo vier a alterar a data das eleições, trabalharemos com essa nova realidade.

4. Se o adiamento vier a ocorrer, penso que ele deva ser apenas pelo prazo necessário e inevitável para que as eleições sejam realizadas com segurança para a população. A realização de eleições periódicas é um rito vital para a democracia.”

— LEIA também: Entenda o sumiço de mais de R$ 1 milhão de recursos do ICMS Verde em Óbidos; vídeo

Sair da versão mobile