Jeso Carneiro

Em discurso na TV nesta 4ª, Bolsonaro mente sobre pavimentação da BR-163

Em discurso na TV nesta 4ª, Bolsonaro mente sobre pavimentação da BR-163
Bolsonaro em discurso nesta quarta (2) na TV: informações falsas sobre a pavimentação da BR-163. Foto: PR

Em discurso na noite desta quarta-feira (2), o presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a falar sobre ações do governo durante a pandemia de covid-19, como o desenvolvimento e distribuição de vacinas, o auxílio emergencial e a destinação de recursos a estados e municípios, conforme informou nesta quinta (3) a Folha de S. Paulo.

Bolsonaro também falou sobre medidas aprovadas pelo Congresso Nacional e sobre realizações de seu governo na área de infraestrutura. Entre as quais, a pavimentação da BR-163 (Santarém-Cuiabá), sobre a qual ele deu uma informação falsa, conforme checagem feita pela Agência Lupa.

“Na infraestrutura, o nosso governo [vem] (…) terminando obras paradas há décadas, como a BR-163 no Pará”

Disse Bolsonaro. De acordo com a Lupa, as obras da rodovia federal no Pará não estavam “paradas há décadas”.

 

“A pavimentação de um trecho de 65 quilômetros da rodovia marcado por atoleiros, entre o distrito de Moraes Almeida, em Itaituba (PA), e Novo Progresso (PA), começou em 2017, por meio de um convênio firmado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o 8º Batalhão de Engenharia e Construção do Exército”, lembrou.

“Ou seja, a iniciativa para a realização da obra foi do governo do então presidente Michel Temer (MDB). Um vídeo divulgado pelo Comando Militar da Amazônia no YouTube em 31 de outubro de 2017 fala sobre a pavimentação, que tinha previsão de entrega em fevereiro de 2020. O cronograma não foi cumprido.

Um trecho de 51 quilômetros —ou seja, 14 quilômetros a menos do que o previsto inicialmente— foi inaugurado em fevereiro de 2020 por Bolsonaro. A segunda fase da obra foi iniciada naquele mês, e tinha previsão de estar concluída em agosto do ano passado“.

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O Palácio do Planalto foi procurado para comentar, mas, ainda segundo a Lupa, não respondeu até a publicação da checagem.

Neste link, a íntegra da matéria (assinantes).

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