Jeso Carneiro

Faltam 100 dias. Dutra avalia o governo Maria

Amanhã (23) começa a contagem regressiva dos 100 dias para o fim do mandato da prefeita de Santarém, Maria do Carmo (PT).

Para avaliar o que foi feito até agora pela gestora santarena, o blog pediu para diversas pessoas, de variados segmentos, para eleger dois pontos positivos e dois negativos do governo dela.

O professor doutor e jornalista Manuel Dutra (foto) é o primeiro a opinar. Leia, abaixo, 4 pontos enumerados por ele.

Você concorda?

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Positivos:
1º) A utilização da área do antigo aeroporto para a criação do Parque da Cidade. Essa medida pode ultrapassar a mera oferta de uma área arborizada, porém pode contribuir para fomentar uma mentalidade de que uma cidade humanizada não se constrói apenas com asfalto e concreto.

2º) Atenção à educação básica, com a decisiva contribuição do governo federal.

Negativos:
1º) Excesso de secretarias criadas sem necessidade, o que contribui para a institucionalização de uma estrutura burocrática emperrada. Houve até secretarias desnecessárias, criadas tão somente por pressão dos partidos de apoio à prefeita. Houve, inclusive, duplicação de uma secretaria, como a da agricultura. Essa falta de cuidado promove despesas vultosas, desviando recursos que poderiam ser utilizados em coisas mais urgentes, como a estação hidroviária, para acabar com a vergonhosa maneira como se embarcam pessoas e cargas nos barcos que chegam e saem de Santarém.

2º) As questões negativas, que vão além das citadas no 1º item, denotam a ausência de um efetivo plano de governo, um projeto de município e de cidade. No governo da Maria do Carmo, as coisas foram sendo realizadas a esmo, sem um eixo central que determine as prioridades. Exemplo disso é que ela agora realiza obras importantes, mas apenas no final do governo. Se houvesse um Projeto de Governo, com letra maiúscula, essas obras não ficariam para a véspera da eleição o que, afinal, nem está rendendo tantos frutos à candidata da prefeita. A ausência de um rumo no governo Maria do Carmo levou a muita indecisão nestes oito anos. O exemplo mais cristalino disso é que, no dia final das convenções partidárias a prefeita sequer tinha um candidato a apresentar, caindo na improvisação que marcou todo o seu governo.

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