Jeso Carneiro

Para a saúde dos ribeirinhos acontecer

Número 1 do Projeto Sáude & Alegria, Caetano Scannavino comenta a Frase do dia, de ontem (24):

Prezado Jeso,

O termo “artigo-denúncia” é muito forte, embora aprecie sua sensibilidade para o importante tema da saúde dos ribeirinhos, muitas vezes ofuscado pelas mazelas dos ambientes urbanos – precariedade dos hospitais, falta de insumos, medicamentos, entre outras que tornam heróica a postura dos servidores públicos na execução dos serviços assistenciais diante de tamanhas carências.

O artigo, antes de tudo, reforça o nosso apoio ao manifesto dos ribeirinhos lançado na semana passada, estes sim os maiores prejudicados com a interrupção dos atendimentos, sobretudo na margem direita do Tapajós. E aproveitando o embalo, o texto também contribui para trazer este debate para sociedade, apresenta perspectivas, retaguardas financeiras e propõe caminhos.

Esclarece, ainda, um assunto que nossos gestores tinham a obrigação de saber e encaminhar (aliás, o artigo não traz nenhuma novidade em relação aos ofícios e emails que tenho enviado desde o início do ano, mesmo sem retorno, a SEMSA/Stm).

De qualquer forma, o nosso objetivo e insistência nisso tudo é ver a saúde dos ribeirinhos acontecer. Esse é o foco. Há de se ter o cuidado para que este debate aberto não se desdobre em uma guerra de vaidades entre grupos políticos ou municípios, o que só atrasará ainda mais as providencias que precisam ser tomadas com urgência enquanto a janela de oportunidades do Ministério da Saúde continua aberta.

A saúde, por estar ligada a vida dos cidadãos, deve ser compreendida de forma suprapartidária. Por azar do destino, o momento decisivo das tramitações burocráticas ocorreu entre o final e o inicio dos mandatos municipais.

Passado os cem dias das novas gestões, a hora agora é de pragmatismo, de trabalhar para frente, de Santarem, Belterra e Aveiro sentarem na mesa, somarem esforços e restabelecerem os encaminhamentos com Brasília. As perspectivas são excelentes, faltando apenas concretizá-las.

Neste sentido, assim como apoiamos os Governos passados quando solicitado, continuamos de portas abertas às novas gestões para que liderem e sacramentem nossa região como referencia nacional de boas práticas em saúde ribeirinha.

Uma vez mais, é “pegar ou (não) largar”!

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