
Santa Catarina, um dos estados em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi mais votado, tornou-se uma área de risco para pessoas de origem nordestina desde a eleição de Lula (PT). É o que mostra a reportagem Cercados pela Intolerância, da revista Piauí.
São agressões verbais, ameaças físicas e exibição de símbolos racistas em diversos municípios do estado, onde Bolsonaro teve 61,21% dos votos válidos, contra 29,54% obtidos por Lula (PT), no segundo turno.
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A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) acionou a polícia após a circulação no campus de uma carta pregando a destruição de “gays, negros, feministas e amarelos” e dizendo “Bolsonaro vai ganhar novamente e vai ser o fim de vocês”.
“É bizarro. Só pelo fato de eu não ser branca, as pessoas já inferem que eu vim do Nordeste e que votei no Lula, como se fosse algo pejorativo ou como se eu merecesse morrer por causa disso. É assustador”, contou uma universitária de 22 anos, que nasceu no Recife, Pernambuco, mas que mora em Santa Catarina desde os 2 anos de idade.
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“Eu não sei o nome, nunca tinha visto essas pessoas. Tenho receio de denunciar, porque também só sofremos preconceito por parte da própria polícia”, acrescentou.
Leia a matéria completa da Piauí.
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