Jeso Carneiro

Sespa apura suspeita de dano ao erário em convênio da Saúde com a Prefeitura de Placas

Sespa apura suspeita de dano ao erário em convênio da Saúde com a Prefeitura de Placas
Raquel Possimoser e o sobrinho e prefeito atual Arthur. Foto: reprodução

A Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará) determinou a abertura de uma tomada de contas especial para investigar irregularidades na prestação de contas de um repasse estadual feito à Prefeitura de Placas, no oeste paraense. A medida, oficializada hoje (9), busca quantificar o dano financeiro e identificar os responsáveis por falhas na execução do Convênio nº 06/2018.

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De acordo com a Portaria nº 752, a comissão instaurada pela Sespa terá 120 dias para apresentar um relatório conclusivo. O grupo de trabalho recebeu amplos poderes para requisitar documentos, acessar dados e promover a apuração rigorosa dos fatos que envolvem a aplicação dos recursos públicos transferidos ao município há 6 anos.

Prefeita Raquel Possimoser

A investigação da Sespa recai sobre um período de estabilidade política do mesmo grupo que ainda comanda a cidade. O convênio foi assinado e executado durante a gestão da então prefeita Leila Raquel Possimoser Brandão (2017-2024). Raquel venceu o pleito municipal em 2016 e conseguiu se reeleger em 2020, mantendo a hegemonia no Executivo local.

O capital político da família Possimoser se provou resiliente nas últimas eleições municipais.

Em 2024, Arthur Possimoser, sobrinho da ex-prefeita, sagrou-se vencedor nas urnas, assumindo o comando de Placas com 53,43% dos votos válidos. Agora, caberá à gestão do atual prefeito lidar com os desdobramentos da investigação estadual, além de fornecer a documentação necessária para esclarecer as inconsistências deixadas pela administração de sua tia.

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A deflagração da tomada de contas especial da Sespa acende um alerta sobre a gestão de repasses estaduais na região do Xingu e oeste do Pará, onde a dependência de convênios com o governo estadual é vital para a manutenção e ampliação da infraestrutura de atenção básica e de média complexidade.

A não regularização dessas pendências pode, em última instância, bloquear o município de receber novos investimentos, penalizando diretamente a população local que depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS).

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