por Celivaldo Carneiro (*)
Foi com o ego bastante inflado, pela repercussão que a festa alcançou, que as diretorias dos botos Tucuxi e Cor de Rosa imaginaram poder passar a coordenar toda a estrutura da festa, desde a captação de recursos até a estruturação física do evento.
Faltou, no entanto, experiência, competência e, acima de tudo, honestidade, diante da ganância financeira de alguns membros da coordenação, preocupados mais com seus próprios bolsos.
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Não podia dar em outra: 2 anos de retumbante fracasso, envolvendo ainda uma empresa inidônea, a Duetto Produções, que se encarregou de manchar ainda com a lama de ladroagem os principais fornecedores do Sairé. Tudo com aval e concordância da diretoria dos botos, que foi buscar no Ceará esta fábrica de trambiques, calote e desorganização.
Atolados em dívidas e sem credibilidade no mercado, não restou outro caminho às diretorias dos botos senão buscar o socorro da Prefeitura de Santarém, para voltar a coordenar o evento, que este ano acontecerá de 9 a 13 de setembro.
Voltaram à realidade, reconhecendo incompetência deles em gerir o espetáculo.
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* É jornalista e editor-proprietário do semanário Gazeta de Santarém.