* A criança recebeu injeção de óleo mineral na veia
Luane Caroline Winholte Campos, de 5 anos, morreu no Hospital e Maternidade Sagrada Família, em Santarém, por ter recebido, equivocadamente, uma injeção de óleo mineral na veia. A aplicação do medicamento teria sido feita por “um dos enfermeiros” do hospital.
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Luane morreu. Lembram dela, senhores médicos?.
A revelação foi feita pelo pai da criança, Ladilson Rego Campos, ao delegado Jamil Casseb, da 16ª Seccional da Polícia Civil em Santarém na tarde de quarta-feira (18).
De acordo com o BO (Boletim de Ocorrência) registrado na Polícia Civil, cujo teor o blog teve acesso há pouco, foi o médico pediatra Rodrigo Chanini quem denunciou a causa mortis de Luane.
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A denúncia foi feita por Chanini ao próprio pai da criança.
Luane entrou no hospital no dia 31 de março, com otite (inflamação no ouvido), diagnosticada pelo médico Edgar Bueno. Ele e Chanini responsáveis pela paciente até o falecimento repentino dela, na segunda-feira (16), data programada para a criança receber alta.
Não é a primeira vez que o Sagrada Família é denunciado por negligência.
No início do ano, o hospital aplicou uma benzetacil na veia de um senhor de 66 anos. Ele só não morreu porque trocou de hospital imediatamente, onde foi realizado procedimento de retirada do antibiótico do sangue dele.
Médicos anestesiologista têm feito reiteradas denúncias de “descalabro” reinante no interior do hospital.
A morte de Luane foi denunciada em primeiro mão, na terça-feira, (17), aqui no blog por Antenor Giovannini. E imediatamente virou pauta de jornais, blogs, rádios e telejornais de Santarém.
O BO registrado contra o Sagrada Família pelo pai de Luane não é inédito.
No final do ano passado, 3 médicos estiveram na 16ª Seccional da Policia Civil e registram BO contra o hospital por suas “condições precárias”.
A direção do Sagrada Família se exime de qualquer culpa pelo ocorrido.