
Impasse nas negociações entre donos e trabalhadores nas empresas de rádio e TV em Santarém. A data-base para definição do novo piso salarial dos empregados é janeiro de 2018.
As negociações emperraram na proposta de 8% de reajuste do piso da categoria, que hoje é de pouco mais de 1 mil reais – exatos R$ 1.066,45. Aplicado o reajuste, o salário-base saltaria para R$ 1.151,00.
O Sindicato dos Radialistas iniciou as negociações com a proposta de 15%. Para fechar o acordo com os patrões antes da data-base, aceitou reduzir para 8%.
Surpreendeu-se, porém, com a Tapajós (Globo) e Guarany (Record) que, em sintonia fina, melaram o acordo, batendo pé agora que só podem oferecer 3%.
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Sullywan Almeida, presidente do sindicato, não descarta a possibilidade de greve “se tentarem enfiar goela abaixo da categoria o reajuste ridículo de 3%”.
Ele enumerou ainda 3 propostas que estão no bojo do reajuste salarial:
1) Ar-condicionado nos carros de reportagem das emissoras. “Colegas estão tendo problemas respiratórios por conta da inalação de poeira e fumaça do escapamento de veículos”;
2) Exigência para as empresas de só contratarem pessoas com registro profissional. “Como estabelece a lei dos radialistas, a 6.615/78”;
3) Pagamento de 40% sobre o salário aos cinegrafistas que também dirigem. “Só a TV Tapajós que não paga esse percentual”.
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