Da leitora que se assina MIssKbela, sobre o post Naufrágio: Amazon Dream repete Titanic:
É, Jeso, muita gente errou no nome do barco… Isso por conta das informações imprecisas repassadas pela “fraca” equipe do Corpo de Bombeiros que iniciou a tentativa de resgate da passageira que foi considerada desaparecida por quase 24 horas. Até seu corpo ser encontrado por Raimundo Figueira, o conhecido “Pezão”, que voltava para Itaituba, vindo do local do acidente com o piloto de uma voadeira.
Foi ele quem encontrou o corpo e resgatou a passageira, graças ao conhecimento prático e bom senso tão peculiares aos RIBEIRINHOS que conhecem como nenhum bombeiro as manhas e mazelas desse Tapajós gigante.
Fiquei surpresa ao ler que um representante do Corpo de Bombeiros deu entrevistas falando como foi o resgate que eles não fizeram!
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As imagens feitas no lugar onde o corpo foi encontrado mostram que a única vítima fatal estava acima do lugar onde o barco naufragou. Isso significa (no meu reles entendimento) que ELA TENTOU NADAR contra a correnteza. Estava ACIMA do lugar onde o barco afundou e não abaixo, o que desmente a teoria que ela teria batido a cabeça e por isso perdeu os sentidos e foi levada pela correnteza.
Nesse caso, o corpo deveria ter DESCIDO o rio e não subido! Segundo a família, Elise era uma exímia nadadora. Se o chamado de socorro, alerta geral do comandante do Amazon Drean tivesse sido levado em consideração e equipes de socorro tivessem chegado imediatamente no local do acidente, Elize poderia ter sido encontrada ainda com vida?
Foi também um humilde ribeirinho que prestou os primeiros socorros para os náufragos, entre eles, 4 crianças e 3 adolescentes! Nos depoimentos prestados na delegacia de Polícia Civil todos, TODOS os tripulantes e passageiros ouvidos pelo delegado José Bezerra disseram que os bombeiros só chegaram às 18:00 hs no local do acidente, que aconteceu às 15:30 da tarde de sexta- feira.
Mais interessante ainda, caro Jeso, é o despreparo e a falta de condições do Corpo de Bombeiros em Itaituba que se não fosse pela experiência dos comandantes das outras embarcações que auxiliavam nos serviços teriam quase partido o Amazon Drean ao meio, na tentativa de desvirar o barco na noite que se seguiu após o acidente.
Reconhecidamente, eles são corajosos (estavam mergulhando sem equipamento nenhum cerca de 2 metros de profundidade à procura da desaparecida), fizeram o que podiam fazer, de acordo com as condições de logística, inexistentes, no quartel mas, como sabemos, “de boas intenções, o inferno está cheio!”
Faltou conhecimento e acima de tudo HUMILDADE! Não é feio pedir ajuda para quem sabe mais e principalmente para quem tem treinamento para esse tipo de operação, como os mergulhadores de Santarém!
Navegar no Tapajós, assim como em todos os rios da Amazônia, requer cuidado e prática!
Para fazer resgates no Tapajós… também!