Jeso Carneiro

Escritor de Alenquer é destaque hoje na Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, em Belém

Escritor de Alenquer é destaque hoje na Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, em Belém
Wildson Queiroz, escritor de Alenquer, presente da Feira Pan-Amazônica do Livro. Foto: arquivo JC

A literatura paraense ganha espaço nesta quinta-feira (3) durante a Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, em Belém. Às 18h, o público poderá acompanhar a roda de conversa “Entre Rios e Letras: a diversidade da produção literária paraense”, encontro que reunirá três autores com trajetórias e perspectivas distintas sobre a cultura e a literatura amazônica.

Participam da programação os escritores Wildson Queiroz, de Alenquer, e Ernesto Boulhosa, de Belém, com raízes no arquipélago do Marajó. A conversa será mediada pela escritora Zenaira Martins, de Castanhal.

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Residente em Alenquer, no Baixo Amazonas, Wildson Queiroz tem construído sua trajetória literária a partir da pesquisa e da valorização da história e da cultura amazônica.

Entre seus trabalhos, destacam-se publicações que analisam a produção de importantes escritores paraenses, como Inglês de Sousa e Benedicto Monteiro, contribuindo para ampliar o debate sobre a literatura produzida a partir das experiências, memórias e identidades da região.

Com uma perspectiva igualmente vinculada às raízes amazônicas, Ernesto Boulhosa, embora residente em Belém, mantém forte relação com o Marajó, território que influencia sua produção literária. Seus escritos dialogam com temas como ancestralidade, memória e Amazônia, tendo como referências importantes as tradições ribeirinhas e marajoaras e os modos de vida construídos às margens dos rios.

A mediação ficará a cargo de Zenaira Martins, escritora residente em Castanhal, que possui publicações voltadas à comunicação assertiva. Sua participação deverá contribuir para estabelecer conexões entre as diferentes experiências dos convidados e conduzir o diálogo com o público.

Mais do que apresentar trajetórias individuais, a roda de conversa propõe uma reflexão sobre a pluralidade da literatura paraense, marcada pela diversidade territorial, cultural e histórica de um estado onde rios, florestas, cidades, comunidades tradicionais e diferentes formas de viver e narrar a Amazônia se encontram.

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A presença de escritores do Baixo Amazonas, do Marajó, de Belém e do nordeste paraense reforça justamente essa diversidade. São diferentes lugares de fala e diferentes experiências que, reunidas em um mesmo espaço, ajudam a revelar a riqueza da produção literária do Pará.

A programação representa também uma oportunidade de aproximar leitores e escritores e de dar visibilidade a uma literatura que nasce das vivências amazônicas e transforma memória, território, ancestralidade e cultura em palavra escrita.

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