Reféns
Reféns, eis o que somos
os eus
que há em mim
os que são
os que hão de ser.
E, o que é
mais grave ainda,
os que nunca
chegarão a ser,
embora tivessem de ser.
Tu,
eu,
nós,
os que penetramos o tempo
e rasgamos a vida.
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