Estação paixão
A fome que deriva essa sede
avassala meu cálido peito,
transborda desejos,
atravessa as fronteiras
sentimento pagão.
Doce mistério
tua boca talismã
doce veneno
esse império chamado insensatez.
Bicho do mato
que nem sabe da melodia
força infinita que me redime
para o abismo da ilusão.
Escrevo com esse abandono
mas vens com a força da estação
de repente és o vento
de repente escureces o verão.
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De Eduardo Dias, poeta amazônico nascido em Óbidos, do Tapajós.
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