Flor do sexo
Sou do coito dos mamilos
no doce alvorecer dos pássaros.
Maninha rasga mortalha,
teu canto me embrigada
na flor do sexo dos novilhos,
e no beijo cerrado das Araras.
Mas do teu cio
trago a essência das sereias enamoradas,
como quem, inusitadamente,
sobe um rio de sonho,
pra desovar nas encantarias
dos olhos da doce amada.
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De Eduardo Dias, poeta amazônico nascido em Óbidos.