Jeso Carneiro

Poetas amazônicos. Dança louca

Mistério

Não se controla o coração
Não se dominam os sentimentos
Nem com magia, nem com loucos inventos
Não se encarcera a emoção

Perigo disfarçado no olhar chegou
Razão, lei, regra, rigor, tudo viajou
Tudo foi posto de lado
Terra de várzea no inverno alagado

A lógica não consegue explicar
A pele não cansa de lembrar
O cheiro está no ar, impregnado

O beijo está ainda na boca
Eu sigo avante mudo, calado
Vivendo das imagens da dança louca!

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De Celson Lima, cantor, compositor e poeta santareno.

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Fruta madura, ave faminta.

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