Adeus ao poeta
Não brilha mais no céu o teu luar querido…
A Lira se partiu…A Musa silencia…
Dos pássaros cessou o gárrulo alarido…
Deserta da Cidade o anjo da alegria…
O próprio Tapajós soberbo, de que, um dia,
Cantaste os esplendores, queda-se, vencido…
Imobiliza o rio estranha calmaria
Que me parece um adeus silente e compungido.
Partiste, ó trovador das lindas madrugadas,
Idolatrando sempre as plagas encantadas
Da tua Santarém, que amaste até morrer!
Sozinho eu fico agora… E Deus sabe até quando
Catarei entre os astros, viverei buscando
Os versos que deixaste, ó Bardo, por fazer!…
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De Emir Bemerguy, poeta amazônico nascido em Santarém. Sobre a poesia acima, a jornalista Lila Bemerguy faz o seguinte relato:
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