Jeso Carneiro

Poetas amazônicos – Trem da vida

Como seu eu fosse um cantador

A vida é como um trem que vai passando…
Cada vagão é um ano transcorrido
Puxados por um coração sofrido
Aos poucos da estação se distanciando.

Esses tablóides cheios vão rodando
Nos trilhos do mistério indefinido,
Levando histórias do que foi vivido,
Do infante ao velho que já vai findando.

Às vezes passam mais de oitenta ou cem
Vagões repletos de produtos vários
(O conteúdo vivencial do trem)

E sempre apita um derradeiro adeus
Como se fosse um som de Stradivarius
Se despedindo dos amores seus…

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De Áureo Melo, poeta amazônico nascido no Amazonas.

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Anseios, de Florbela Espanca.

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