por José Baldino Vasconcelos (*)
Grande atenção tem sido dada ao paradigma da nova administração: visão, delegação de poderes, responsabilidade, compromisso e direcionamento ao cliente. Nem se sabe como alcançar o que essas palavras querem dizer.
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Mudanças do velho paradigma para o novo envolve a mudança para uma base mais espiritual. Para muitos administradores e teóricos da administração, há um novo modo de ver as coisas.
Todos os conceitos da nova administração enfeixados sob o nome de “novo programa” são, em sua essência, manifestações exteriores de administradores que agem sob a Sabedoria do Amor. Elas constituem um pacote de comportamentos, atitudes, decisões e políticas que refletem a essência espiritual da organização.
Essas virtudes são discutidas tanto em escritos antigos como nos modernos; por isso não se trata de novos conceitos. Tais virtudes da administração formam o alicerce filosófico e espiritual de muitos dos conceitos da nova administração.
Confiança
A confiança se torna o alicerce sobre o qual são baseadas todas as outras virtudes. A confiança requer integridade e honestidade, que às vezes, podem ser atos de coragem. A boa liderança é baseada na honestidade.
União
A união é a base para a visão comum, para a prática em grupo e para a participação universal. Sem união, nenhum desses objetivos é possível. Sem união, a organização é arrasada pela força centrífuga ou pela entropia. Um ambiente de união requer dos administradores que deixem de ser controladores para serem instrutores. A verdadeira união requer reciprocidade, o que significa tratar os outros como queremos ser tratados e considerar as conseqüências desse comportamento. A reciprocidade é a chave para a espiritualidade de uma organização.
Respeito e Dignidade
As empresas estão compreendendo que faz bastante sentido para os negócios tratar as pessoas com respeito. Além de ser louvável por si mesmo, honrar a dignidade do trabalhador pode resultar numa empresa financeiramente mais saudável. Tratar as pessoas com respeito é, comprovadamente, a virtude mais violada nas organizações – embora seja a mais fácil de corrigir. Delegar poderes, recompensar e apreciar os esforços é uma forma de demonstrar respeito à dignidade do trabalhador.
Justiça
A justiça não resiste sozinha, sem nenhuma outra virtude. Tratar os outros com justiça requer empatia, isto é, amor. A justiça é impossível sem a empatia, posto que a verdadeira justiça só pode ser partilhada quando estamos aptos a nos colocar na posição dos outros.
Serviço e Humildade
Quando o trabalho é executado com o verdadeiro espírito de servir, ele não só beneficia a sociedade, mas também os empregadores e os clientes, e pode dar um novo sentido para os empregados. O trabalho visto assim se tornará uma força positiva para todos os envolvidos.
Quando aliada à competência, a humildade desencandeia grande força nas organizações. A humildade não é um tema comum na literatura empresarial, ainda que seja um elemento essencial para a prestação de serviços de alta qualidade, bem como relevante para a relação entre clientes e empregados. Como se pode prestar bons serviços sem que o empregado seja dotado da vontade de servir?
Adotar o conceito de humildade é particularmente difícil para os administradores que pensam sob a influência do velho paradigma . A humildade não casa com a imagem aceita de um executivo forte e agressivo no controle. Sem uma profunda e verdadeira humildade o que ocorre é que os administradores sem querer abusam de seu poder sobre os empregados.
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