por José Baldino da Silva Vasconcelos (*)
A crise econômica que afeta o Brasil e o mundo é também um problema de ordem espiritual. A solução para ela, sem dúvida, virá de uma reformulação da ética e da mudança de atitude em relação ao dinheiro.
O futuro da civilização depende do estabelecimento de uma nova relação prática entre vida física e vida espiritual. A vida material não pode mais desprezar a vida espiritual e a vida espiritual não deve desprezar a vida material. Uma síntese criadora deve unir estas duas pontes da nossa existência, permitindo-nos manter a cabeça no céu e os pés na terra.
A tradição chinesa afirma que o céu, o homem e a terra formam uma tríade sagrada. O homem tem dentro de si a energia espiritual do céu e a energia material da terra. Cabe a ele encontrar a sabedoria necessária para harmonizar os padrões energéticos da lei cósmica e da vida pessoal, do céu e a da terra.
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Assim pode-se dizer que o problema da economia brasileira é também um problema espiritual. A pobreza, a ameaça de desemprego, a recessão e a incerteza sobre o futuro são problemas enfrentados por milhões de brasileiros, e que devem ser enfrentados calmamente com toda a sua alma.
Ao mesmo tempo, a energia da sabedoria eterna terá de inspirar, direta ou indiretamente, o surgimento de uma visão de sociedade em que líderes políticos e dirigentes econômicos já não sejam “vampiros” do seu próprio povo; que sejam facilitadores de um processo de crescimento material e espiritual de todos. Sem esquecer a comunidade mais ampla do meio ambiente e do planeta.
O crescimento espiritual não tem que dar-se sempre através da dor. Um dia, uma nova maneira de pensar, transparente e honesta, estará instalada em um número suficientemente grande de relações entre as pessoas para que haja um grande salto qualitativo. E então a economia brasileira e mundial irão refletir essa mudança transformando-se de dentro para fora e todas as coisas se harmonizarão.
A crise é, basicamente, uma oportunidade de mudar para melhor, percebendo a dimensão espiritual da crise econômica e extraindo as lições necessárias.
Dinheiro significa energia econômica concentrada. As taxas de juros estão castigando duramente a economia brasileira com o objetivo de agradar capitais estrangeiros que não têm nenhum compromisso com o nosso processo produtivo, e muito menos com o bem-estar do povo brasileiro.
O segredo do sucesso econômico não está em elevar artificialmente as taxas de juros. O segredo do êxito econômico está em pensar no bem dos outros, produzir bens úteis e distribuir o que se produziu, fazendo com que a energia e o capital produtivo circulem.
O egoísmo é mal negócio, porque separa as pessoas e impede o desdobramento de relações econômicas ativas, que dependem de um sentimento de confiança em si mesmo e nos outros. Na verdade, só o altruísmo permite que o mundo se movimente. Em economia, também, o outro deve estar em primeiro lugar.
A essência do problema humano, tanto em termos econômicos como em religiosos, tem sido o hábito de agarrar e não passar adiante, de aceitar e não compartir, obter e não distribuir. A atitude da humanidade em relação ao dinheiro tem sido dominada por ganância, cobiça, inveja e desejos materiais.
Essa atitude errada produz as condições econômicas desastrosas que vemos ao nosso redor, e que são efeitos de causas criadas pelo próprio homem.
A libertação do mundo virá, um dia, pela regeneração do dinheiro e pela mudança de atitude do ser humano em relação a ele. O dinheiro passará então, a ser visto como um grande recurso e responsabilidade espiritual definido e como um meio de trabalhar efetivamente pelo mundo. Hoje, muitas pessoas se agarram ao dinheiro por medo do futuro e porque não confiam uma nas outras.
A regeneração econômica e social da humanidade nos colocará, sem dúvida, em uma relação mais harmoniosa com a lei universal e a energia divina. O nosso contato com a energia divina deve ser um fator real de aceleração da regeneração humana, inclusive nas dimensões econômica e social.
Quando há uma crise econômica, há também várias coisas que podemos fazer para navegar com segurança em mar revolto e garantir nossa própria tranqüilidade enquanto contribuímos para que as dificuldades coletivas sejam superadas.
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* Santareno, é educador holístico e aposentado.
Tudo que você escreve acho o Maximo,um beijão
O QUE PENSA DISSO JESO ?
CRISE , QUE CRISE ?
O BRASIL ESTÁ IMPORTANDO HAITIANOS PARA TRABALHAR NO BRASIL.
SERÃO MILHÕES GASTOS COM ESSA AJUDA HUMANITÁRIA.
TERÁ COMIDA, ALOJAMENTO , ALÉM DA DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA COMO VISTO DE PERMANÊNCIA E TRANSPORTE.
NÃO QUISERAM CRIAR O ESTADO DO TAPAJÓS ALEGANDO QUE HAVERIA GASTOS COM O TAPAJÓS E AGORA GASTAM COM ESTRANGEIROS NOSSO DINHEIRO.
Muito bom o texto. Como diria uma amigo meu (comerciante do mercado modelo) : “Dinheiro é coisa do cão, mas você quer ver o homem virar o cão, deixe ele sem dinheiro”. O dinheiro deve ser um meio de vida, não um fim.
Amejar e construir riqueza sem observar valores é como edificar castelos de areia na beira da praia. Ao sinal da primeira onda esses castelos vão com as ondas, restando somente a lembrança da existência e o sofrimento pela perda. As nossas doenças e outras males da vida são consequência de uma mente desprovida de valores. Encontra a cura e a imunidade quem nutre pensamentos espirituais nobres
Tenho dito.
Zé Baldino, quando leio teus artigos faço uma profunda reflexão. Acho que não só eu, como todos os bons leitores fazem isso, desapego material. Mas, o poder que a sociedade tem de consumir, consumir, faz parte da aceitação de cada individuo. O dinheiro é uma moeda de troca e as pessoas tem que entender, através quem sabe da mídia alternativa, que a paz, respeito, amor, vida, não estão inseridos dentro desta troca. A liberdade e os questionamento sobre esses valores, tem que ocorrer em todos os setores sociais. Só assim, esses valores há bastante tempo esquecidos poderá despertar o desapego . Valeu meu amigo.
Uma abordagem bem diferente de um problema cronico que aflige a humanidade:
“A desigualdade, a escassez, as crises que o Sistema Econômico (capitalista) nos proporciona.
Com outra palavras e sem ideologias, o mestre nos oferece uma critica dura a esse sistema opressor.
Um outro mundo é possível !
Tiberio Alloggio
Enquanto existirem animais como Eike Batista e seus seguidores, a vida humana, o sofrimento dos semelhantes, a falta de oportunidades, a corrupção desenfreada, esse tipo de mazela, estaremos sujeitos, as crises e sofrimentos, revoltas e suas consequencias.
por que essa raiva do Eike Batista? ele apenas é o melhor dos abutres
Grande mestre, já era tempo de um aparte seu! com grande reserva de conhecimento e sabedoria, ou seja nessa triade, o conselho é “PÉ QUENTE CABEÇA FRIA”, como diria Caetano Veloso.
é isso aí Baldino,
pena que o Amigo demora muito para postar, o que nos obriga a ler fofocas, coisas que em nada edificam.
Jeso, sempre me faço essa pergunta: do que necessito para ser feliz? Os meus desejos precisam ser contidos pois uma vez realizados me acomodo, e isso não me traz alegria, entendeu? O apelo consumista é muito forte, bem sei. Que tal praticar o desapego? Até de pessoas, se for o caso. Conversaremos mais sobre esse assunto.
Aquele abraço.
Não tenho dúvidas também, Baldino: o dinheiro é o epicentro de mais essa crise econômica mundial. Não a sua falta, mas a concentração dele, por ganância e egoísmo. Mas como não nos tornar escravo dele numa sociedade com tantos apelos consumistas, com tanto incentivo à gastança pessoal e egocêntrica? Sim, mudança comportamental. Mas como se estamos inseridos nesse sistema cujas relações são intermediadas em grande parte por ele, o dinheiro?
Curtiu isso.
Grande irmão Baldino!!!