por Anselmo Colares (*)
Pelo que li no seu blog, a Ufopa está novamente em “clima” de mudança, mas continua sem que se pratique a consulta livre aos que fazem o seu dia a dia.
Quando a então vice-reitora, Raimunda Monteiro, decidiu entregar o cargo por não aceitar a forma como estava ocorrendo a gestão, eu levantei por aqui mesmo a proposta de consultar a comunidade universitária para a sua substituição e, desta forma, dar início ao processo democrático. Nada impedia que isto acontecesse, a não ser os acordos políticos momentâneos que parecem ser mais fortes que os interesses duradouros da própria universidade.
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O problema é que ainda não há muita clareza quanto ao que se quer oferecer para a sociedade. Este debate tem sido prejudicado pela “pouca paciência” (para não dizer outras coisas) de muitos dos que fazem parte gestão da Ufopa, em ouvir os diversos segmentos para a tomada das decisões de planejamento institucional.
Mas a Ufopa, a exemplo de outras universidades, tem plenas condições de superar estes obstáculos e caminhar de forma democrática, criativa e produtiva. A sua força está no conjunto de docentes, qualificados e comprometidos, nos estudantes cheios de sonhos e de vigor, e nos técnicos que fazem a mediação entre as atividades fins da universidade.
Talvez não seja ainda agora, mas, parafraseando os inconfidentes, a democracia, ainda que tarde, chegará.
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* Santareno, é professor doutor da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará). Passa as suas férias na Argentina.