por Jota Ninos (*)
O Maia todos sabem o que é, e ele não nega com suas atitudes: populista, cínico e ainda por cima enrolado com processos judiciais que indicam sua “tendência” (meus críticos adoram me ver usando essa palavra…rs) à improbidade administrativa e malversação do dinheiro público.
Reginaldo “AVP”, e tudo isso, mas com pinta de bom moço, homem de família e líder religioso. Um podre samaritano que se escuda atrás de uma igreja evangélica respeitável, mas que consegue iludir os principais líderes dessa igreja e mantém parcela do apoio dos fiéis. Mas aos poucos, grande parte das lideranças do Igreja da Paz começa a descobrir o lobo por trás da pele de cordeiro que o ‘AVP” represente.
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Reginaldo é o tipo de político que venderia a mãe (apesar do discurso família), se preciso fosse, para chegar ao poder. Não me surpreenderia se um dia surgisse alguma história sua demonstrando exatamente o contrário do que prega em seus discursos demagógicos sobre família…
É do tipo que age nos bastidores para eliminar possíveis empecilhos, como no caso acima em que arma na surdina contra o deputado Nélio Aguiar, através de conchavos em que ele sempre vai negar sua participação. O cinismo maquiavélico é sua marca principal: faz o tipo “Mão que Balança o Berço” (filme hollywoodiano sobre uma babá mal intencionada).
Ele almeja ser prefeito de Santarém ainda esta década e pretende começar com uma carreira no Legislativo Estadual (acredito que provavelmente deve se eleger, ano que vem, para uma das 41 vagas da Assembleia Legislativa com grande apoio em Santarém e Monte Alegre, sua terra natal).
Não há contra Reginaldo “AVP”, ainda, processos de improbidade administrativa, até porque nunca assumiu cargo executivo em que fosse ordenador de despesas. E é muito esperto nisso: mantém suas indicações em cada governo (seja do PT, seja do PSDB) cuidando de postos-chave, além de indicação de um sem-número de bajuladores (fiéis da igreja, principalmente) em cargos secundários, que lhe garantem o retorno – por gratidão – em votos.
Só no governo da ex-prefeita Maria do Carmo eram quase 300 pessoas nessa condição! Para passar para o lado do prefeito Alexandre Von, ao fechar das luzes de definição das coligações, logicamente “vendeu seu passe” e do partido que comanda (o PSB) a peso de ouro e de cargos. Um legítimo “AVP” (“Adorador de Verba Pública”), como costumo chamá-lo.
Além da Igreja da Paz, tem outro nicho para suas diabruras políticas: o Instituto Cidadania Pró-Estado do Tapajós (ICPET), cujo presidente Edivaldo Bernardo, que foi um de seus “sargentos eleitorais” (como diria o grande humorista Barão do Itararé), foi indicado para a Coordenadoria Municipal pela Criação do Estado do Tapajós, acumulando os dois cargos numa atitude que descontenta, hoje, aqueles que participaram da luta do plebiscito.
O professor Edvaldo Bernardo que sempre foi visto como um cara independente e responsável pelos acertos na rota do velho Comitê pelo Novo Estado, filiou-se ao PSB e tornou-se apenas um capacho de Reginaldo “AVP” Campos. Hoje não quer “largar o osso” do ICPET (por ordem de Reginaldo, naturalmente), atrelando as políticas da ONG ao programa de Governo do PSDB, portanto já sem a independência ideológica que era sua marca.
Com isso, Edvaldo entra para o rol dos políticos com o maldito sufixo (ALDO), que transformam a política santarena na mesmice de sempre (já escrevi sobre isso outras vezes: nossa política é feita há décadas de Aldos, Ubaldos, Everaldos, Geraldos, Osvaldos, Ronaldos, Nivaldos e Reginaldos…).
Mas voltando ao Reginaldo “AVP”, volto a frisar que se não forem cortadas as asas desse canastrão da política santarena, poderemos num futuro próximo ter saudades do Lira Maia, como se este fosse o melhor modelo de liderança política.
Que a Paz esteja conosco!
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* É jornalista.